Lâmina espiral óssea
A lâmina espiral óssea é a lâmina de osso que sai do eixo da cóclea e acompanha a espiral como uma prateleira. Sustenta a membrana basilar e leva os fios do nervo coclear até as células ciliadas.
Onde fica
A lâmina espiral óssea projeta-se do modíolo, o eixo ósseo central da cóclea, para o interior do canal espiral, e acompanha toda a volta como o fio de uma rosca de parafuso. Divide parcialmente o canal em duas rampas, a vestibular e a timpânica, e vai ficando mais estreita rumo ao ápice, onde termina em um pequeno gancho.
Na borda livre da lâmina prende-se a membrana basilar, que completa a divisão até a parede externa. Ela tem duas lâminas finas de osso, entre as quais correm canais minúsculos; por eles passam as fibras do nervo coclear que partem do gânglio espiral, alojado no canal do modíolo, rumo ao órgão de Corti. Sobre a face superior, perto do eixo, apoia-se o limbo espiral.
Para que serve
A lâmina espiral óssea tem papel estrutural e de passagem. Como suporte, dá um ponto de ancoragem rígido à membrana basilar, sem o qual ela não conseguiria vibrar de modo organizado, e separa as duas rampas de perilinfa em quase toda a extensão da cóclea.
Como via nervosa, abriga em seus canais os prolongamentos periféricos dos neurônios do gânglio espiral. Esses fios atravessam pequenos orifícios na borda livre da lâmina e alcançam as células ciliadas internas e externas, de modo que a lâmina é a rota que liga o epitélio sensorial ao nervo coclear.
Na prática clínica
- A lâmina e o modíolo aparecem nos cortes de tomografia e ressonância da cóclea, e a avaliação de seu aspecto faz parte do estudo de malformações do labirinto.
- Em doenças que ossificam ou alteram o osso da orelha interna, como a otosclerose avançada, a perda auditiva neurossensorial pode acompanhar o comprometimento da cóclea.
Estruturas relacionadas
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