Saco endolinfático
O saco endolinfático é a extremidade dilatada, em fundo cego, do ducto endolinfático, na face posterior do osso temporal. Participa do equilíbrio de volume da endolinfa e da defesa local da orelha interna.
Onde fica
O saco endolinfático é uma bolsa achatada, em fundo cego, no fim do ducto endolinfático. Fica em parte no interior do osso temporal, no fim do aqueduto do vestíbulo, e em parte fora dele, entre as duas lâminas da dura-máter, na face posterior da parte petrosa, perto do seio sigmoide.
Sua parede é formada por um epitélio simples, cuja porção mais interna é pregueada e mais ativa, com células claras e escuras, rodeado de tecido conjuntivo e de capilares. Encontram-se no tecido vizinho macrófagos e outras células de defesa, o que é incomum em uma estrutura da orelha interna.
Para que serve
O saco é um dos locais em que a endolinfa é processada. Suas células captam líquido e íons, e se supõe que contribuam para a reabsorção do excesso de endolinfa e para o ajuste de seu volume e de sua pressão, o que ajuda a manter o equilíbrio entre os dois líquidos da orelha interna. O mecanismo exato é objeto de pesquisa.
O saco também é o ponto de contato do labirinto com o sistema imunológico. Células do epitélio e do tecido vizinho fagocitam resíduos e partículas, e fazem parte da resposta de defesa que protege a orelha interna de agentes que chegam por via sanguínea. Em experimentos, o saco responde a substâncias estranhas e a inflamações do próprio labirinto.
Na prática clínica
- O acúmulo de endolinfa, chamado hidropisia endolinfática, é a alteração associada à doença de Ménière, que cursa com crises de vertigem, zumbido, plenitude no ouvido e perda auditiva; o saco endolinfático é uma das estruturas estudadas nesse quadro.
- Em exames de ressonância de alta resolução, o saco e o ducto endolinfáticos podem ser avaliados, e variações do tamanho e do sinal são estudadas em pessoas com sintomas de vertigem e perda auditiva.
- Tumores raros do saco endolinfático são descritos, em parte dos casos associados a uma síndrome hereditária, e se manifestam por perda auditiva e zumbido.
Estruturas relacionadas
Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.