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Doctor System Atlas

Membrana otolítica

A membrana otolítica é a camada gelatinosa que cobre as células ciliadas das máculas do utrículo e do sáculo. Carrega cristais de carbonato de cálcio que, por inércia, inclinam os cílios quando a cabeça acelera ou se inclina.

Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

A membrana otolítica recobre a mácula de cada uma das duas bolsas do vestíbulo, o utrículo e o sáculo, sobre as células ciliadas e de sustentação. Fica, portanto, dentro do labirinto membranáceo, banhada por endolinfa, e acompanha o plano de cada mácula: aproximadamente horizontal no utrículo e vertical no sáculo.

É formada por três camadas. Na superfície ficam os cristais de carbonato de cálcio, as otocônias, ou otólitos, que na orelha humana têm formato de pequenos prismas com pontas. Abaixo vem uma camada gelatinosa espessa, de glicoproteínas e água, e junto às células fica uma rede fina, a malha subcupular, por onde os feixes de cílios se conectam à gelatina.

Para que serve

A membrana otolítica transforma aceleração em movimento de cílios. Os cristais são mais densos que a gelatina e a endolinfa, e por isso têm mais inércia: quando a cabeça acelera em linha reta ou se inclina em relação à gravidade, a membrana desliza em relação às células, e os cílios, presos a ela, se inclinam.

O desvio muda a atividade das células ciliadas, e o nervo vestibular leva o sinal ao tronco encefálico. Como a gravidade age sobre a membrana o tempo todo, a mácula informa a posição da cabeça mesmo parada. A camada gelatinosa distribui o deslocamento de modo uniforme sobre as células.

Na prática clínica

  • Na vertigem posicional paroxística benigna, otocônias desprendidas da membrana passam para um canal semicircular e provocam crises breves de vertigem ao mudar a posição da cabeça.
  • Com o envelhecimento, a membrana se altera e há perda de otocônias, fenômeno estudado entre os fatores que tornam essa vertigem mais comum em idosos e as quedas mais frequentes.
  • Traumatismos da cabeça e algumas doenças da orelha interna também podem soltar os cristais, e por isso a vertigem posicional é investigada nessas situações.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.