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Doctor System Atlas

Canais semicirculares

Os canais semicirculares são três tubos curvos da orelha interna, dispostos em planos diferentes, que detectam as rotações da cabeça. Fazem parte do sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio.

Ilustração anatômica: Canais semicirculares (Semicircular Canals)
Canais semicirculares. Rótulos em inglês. Imagem: Bruce Blaus, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Em cada orelha interna há três canais semicirculares, chamados anterior, posterior e lateral, escavados no osso temporal atrás do vestíbulo. Cada um desenha um arco de círculo, e os três ficam orientados em planos aproximadamente perpendiculares entre si, como os cantos de uma caixa.

Uma das extremidades de cada canal é dilatada, a ampola, e todos se abrem no vestíbulo. Dentro dos canais ósseos correm ductos membranáceos, cheios de endolinfa. Na ampola há uma pequena crista com células ciliadas, cobertas por uma massa gelatinosa, a cúpula.

Para que serve

Os canais semicirculares percebem a aceleração angular, ou seja, o início e o fim de uma rotação da cabeça. Quando a cabeça gira, a endolinfa, por inércia, se desloca em relação à parede do canal e curva a cúpula; isso dobra os cílios das células sensoriais e muda os sinais enviados pelo nervo vestibular.

Como os três planos cobrem as três dimensões do espaço e os canais dos dois lados trabalham em pares, o encéfalo compara as informações e reconstrói o movimento. Esses sinais acionam o reflexo vestíbulo-ocular, que move os olhos no sentido oposto ao da cabeça e mantém a imagem estável na retina durante os movimentos.

Na prática clínica

  • Na vertigem posicional paroxística benigna, fragmentos de cristais de uma bolsa vizinha, o utrículo, se alojam em um canal, mais frequentemente o posterior, e provocam crises breves de vertigem ao mudar a posição da cabeça.
  • Manobras de posicionamento, como a de Dix-Hallpike, e a observação do movimento involuntário dos olhos, o nistagmo, ajudam a identificar qual canal está envolvido e a separar a vertigem labiríntica de outras causas.
  • Outras alterações dessa estrutura incluem inflamações do labirinto e a deiscência (falha do osso que recobre o canal) do canal anterior, avaliadas com exames de imagem do osso temporal.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.