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Antro pilórico

O antro pilórico é a parte inferior e mais muscular do estômago, entre o corpo e o canal pilórico. Tritura o alimento e o empurra ao duodeno aos poucos, e sua mucosa produz a gastrina, hormônio que estimula o ácido.

Esquema do estômago em corte com o antro pilórico indicado antes do canal e do esfíncter pilórico, que levam ao duodeno
Antro pilórico. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O antro é o segmento distal do estômago, voltado para a direita. Começa onde a cavidade gástrica se estreita, na altura da incisura angular, uma reentrância da curvatura menor, e vai até o canal pilórico, que o separa do duodeno. A parede é mais espessa que a do corpo, porque a camada muscular é mais desenvolvida.

A mucosa tem fovéolas profundas, que ocupam grande parte da espessura, e glândulas pilóricas curtas e enoveladas, com células mucosas e células endócrinas. Quase não há células parietais, de modo que a região produz pouco ácido. Nessa mucosa ficam as células G, que secretam gastrina, e as células D, que liberam somatostatina.

Para que serve

O antro é o motor do estômago. As ondas de contração que avançam pelo corpo ficam mais fortes ao chegar a ele: o conteúdo é lançado contra o piloro, quase fechado, e as partículas grandes retornam, em um vaivém que as tritura. Só as pequenas passam ao duodeno, em porções reduzidas.

Também é um centro endócrino. As células G liberam gastrina quando o antro é distendido pelo alimento e quando chegam peptídeos e aminoácidos, e a gastrina estimula as células parietais a produzir ácido. Quando o conteúdo do antro fica muito ácido, as células D liberam somatostatina, que reduz a liberação de gastrina e fecha o ciclo de retroalimentação, mantendo a acidez dentro de uma faixa estável. O muco das glândulas pilóricas protege a região.

Na prática clínica

  • A infecção por Helicobacter pylori costuma se instalar no antro, e a gastrite antral e as úlceras pré-pilóricas e duodenais estão entre suas consequências; o diagnóstico usa testes respiratórios, exame de fezes ou biópsia na endoscopia.
  • A ectasia vascular do antro gástrico, também chamada de estômago em melancia, é uma causa pouco comum de sangramento crônico e anemia, vista na endoscopia como faixas avermelhadas que convergem para o piloro.
  • O antro é um dos locais do adenocarcinoma gástrico distal, e as biópsias da endoscopia costumam amostrar essa região, junto com o corpo, quando se investiga gastrite.

Estruturas relacionadas

Nesta região

CárdiaSistema digestório
Fundo do estômagoSistema digestório

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.