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Célula enterocromafim

A célula enterocromafim é uma célula endócrina da mucosa do trato digestório que produz serotonina. Está espalhada no epitélio do estômago e do intestino e responde a estímulos químicos e mecânicos do conteúdo.

Ilustração anatômica: Célula enterocromafim (Enterochromaffin Cells)
Célula enterocromafim. Rótulos em inglês. Imagem: Tao E, Zhu Z, Hu C, Long G, Chen B, Guo R, Fang M and Jiang M, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células enterocromafins ficam isoladas entre as demais células do epitélio de revestimento do estômago e do intestino. Cada uma tem a base voltada para a lâmina própria, onde os grânulos de secreção se acumulam, e o ápice, em alguns casos, em contato com a luz, por onde percebe o conteúdo. São o tipo mais numeroso entre as células enteroendócrinas e predominam no intestino delgado e no apêndice; no estômago, são menos numerosas e não se confundem com as células do tipo enterocromafim, que produzem histamina.

O nome vem da afinidade de seus grânulos por sais de cromo, o que as torna escuras em colorações antigas.

Para que serve

A principal substância da célula enterocromafim é a serotonina, armazenada em grânulos e liberada na parede do trato digestório. A maior parte da serotonina do corpo é produzida nesta célula. No intestino, a serotonina estimula neurônios sensitivos do plexo da parede e das fibras do nervo vago, o que desencadeia o peristaltismo e a secreção de líquidos, e leva informação ao encéfalo, associada à sensação de náusea. A liberação é provocada pela distensão da parede, por substâncias químicas do alimento e por microrganismos.

O excesso de serotonina é captado pelas células vizinhas e degradado, de modo que o sinal é breve e local.

Na prática clínica

  • Parte dos tumores neuroendócrinos do trato digestório origina-se de células desse tipo; muitos crescem devagar e podem ser descobertos por acaso, em endoscopia ou em exame de imagem.
  • A síndrome carcinoide, descrita em alguns tumores neuroendócrinos com metástases, associa-se a rubor e diarreia por excesso de serotonina na circulação.
  • A ligação entre serotonina intestinal e a motilidade é objeto de estudo em distúrbios funcionais do intestino, e alguns medicamentos usados para náusea atuam em receptores dessa via.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Célula principal gástricaSistema digestório
Célula parietal gástricaSistema digestório

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.