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Célula alfa pancreática

A célula alfa pancreática é a célula das ilhotas de Langerhans que produz o glucagon, hormônio que eleva a glicemia. Entra em ação quando o açúcar do sangue cai, como no jejum e no exercício.

  • Inglês: Glucagon-Secreting Cells
  • Também chamado de: célula secretora de glucagon, célula A
  • Sistema digestório
Detalhe microscópico de uma ilhota pancreática com as células alfa, as células beta e o ácino exócrino indicados
Célula alfa pancreática. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células alfa ficam dentro das ilhotas de Langerhans, onde formam a segunda população em número, depois das células beta; nas ilhotas humanas correspondem a uma parcela expressiva do total. Em roedores concentram-se na periferia da ilhota, mas na espécie humana estão distribuídas por dentro dela, em contato com células beta e com capilares.

São células pequenas, com grânulos de secreção que armazenam o hormônio, e ao microscópio de luz são difíceis de distinguir das vizinhas sem uma marcação especial para o glucagon. Como as demais células da ilhota, repousam sobre capilares fenestrados, o que permite que o hormônio chegue ao sangue em pouco tempo.

Para que serve

A célula alfa libera glucagon quando a glicose do sangue cai, e também sob estímulo de alguns aminoácidos e da adrenalina. O glucagon atua sobretudo no fígado: faz as células hepáticas quebrarem glicogênio, produzirem glicose nova a partir de aminoácidos e de outros compostos e liberarem essa glicose no sangue, o que repõe a glicemia em minutos.

O hormônio tem ação oposta à da insulina, e as duas secreções se regulam em conjunto: a insulina das células beta vizinhas e a somatostatina das células delta freiam a célula alfa, e a elevação da glicose inibe a liberação de glucagon. Essa balança evita que a glicemia fique muito alta ou muito baixa.

Na prática clínica

  • Na hipoglicemia, a resposta do glucagon é um dos primeiros mecanismos de defesa; em quem tem diabetes tipo 1 de longa duração, essa resposta costuma estar reduzida, o que ajuda a explicar por que as quedas de glicemia são mais difíceis de reverter.
  • No diabetes, o excesso de glucagon contribui para a glicemia alta, porque o fígado continua produzindo glicose mesmo depois das refeições; esse mecanismo é alvo de estudo e de alguns medicamentos.
  • O glucagonoma, tumor raro das células alfa, causa glicemia alta, perda de peso e uma erupção de pele característica, o eritema necrolítico migratório; o diagnóstico depende da dosagem do hormônio e de imagem do pâncreas.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.