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Ligamento redondo do fígado

O ligamento redondo do fígado é um cordão fibroso que vai do umbigo à face inferior do fígado, na borda livre do ligamento falciforme. É o vestígio da veia umbilical, que levava sangue da placenta ao feto.

  • Inglês: Round Ligament of Liver
  • Também chamado de: ligamento redondo hepático
  • Sistema digestório
Ilustração do fígado em vista anterior com o ligamento redondo na borda inferior, junto ao ligamento falciforme, ao ligamento coronário e à vesícula biliar
Ligamento redondo do fígado. Rótulos em inglês. Imagem: Dr. Johannes Sobotta, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O ligamento redondo nasce no umbigo, sobe pela face interna da parede do abdome, perto da linha mediana, e entra no fígado pela borda livre do ligamento falciforme, a prega de peritônio que prende o órgão à parede abdominal e ao diafragma. Chega à face inferior do fígado, onde se aloja na fissura do ligamento redondo, uma fenda à esquerda da vesícula biliar, e se une ao ramo esquerdo da veia porta.

Na face superior do fígado, a inserção do ligamento falciforme é usada, na descrição clássica, como limite visível entre os lobos direito e esquerdo. Dentro do ligamento e ao lado dele correm pequenas veias paraumbilicais, que ligam a veia porta às veias da parede do abdome.

Para que serve

No adulto, o ligamento não tem função fisiológica: é um vestígio do desenvolvimento. Na vida fetal, a veia umbilical levava sangue oxigenado e rico em nutrientes da placenta para o feto, entrando pelo umbigo e seguindo até o fígado. Parte desse sangue desviava do fígado por um canal, o ducto venoso, e outra parte o irrigava.

Depois do nascimento, com o fim do fluxo da placenta, a veia umbilical se fecha e se transforma no cordão fibroso, o ligamento redondo; o ducto venoso dá origem a outro vestígio, o ligamento venoso. O ligamento serve hoje de referência anatômica e de via de passagem para as veias paraumbilicais, que podem funcionar como caminho alternativo de drenagem quando o fluxo pela veia porta fica difícil.

Na prática clínica

  • Na hipertensão portal, as veias paraumbilicais se dilatam e levam sangue da veia porta à parede do abdome; a dilatação em torno do umbigo é a cabeça de medusa, e o sopro venoso audível sobre ela, quando existe, é o sinal de Cruveilhier-Baumgarten.
  • Nos exames de imagem, o ligamento redondo e a fissura em que ele se insere são referências para identificar os segmentos do lobo esquerdo; nos recém-nascidos, a veia umbilical é usada como acesso vascular nos primeiros dias de vida.

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