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Mucosa gástrica

A mucosa gástrica é o revestimento interno do estômago, com pregas e milhões de pequenas aberturas, as fovéolas, que levam às glândulas gástricas. Produz muco, ácido, enzimas e hormônios e se protege da própria acidez.

Esquema da parede gástrica em camadas, com a mucosa, as fossetas e as glândulas gástricas, a submucosa e as camadas musculares
Mucosa gástrica. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A mucosa recobre toda a face interna do estômago e forma pregas longitudinais, as pregas gástricas ou rugas, mais marcadas com o órgão vazio. A superfície é cheia de depressões, as fovéolas gástricas, e no fundo de cada uma desembocam glândulas tubulares que descem pela lâmina própria até a muscular da mucosa.

Há três tipos de glândulas, conforme a região. As cárdicas, perto da entrada, e as pilóricas, perto da saída, produzem sobretudo muco. As fúndicas, também chamadas oxínticas, ocupam o fundo e o corpo, são a grande maioria e contêm as células que fazem o ácido e as enzimas. A superfície em si é forrada por uma camada contínua de células mucosas.

Para que serve

A mucosa gástrica faz a química do estômago: produz o suco gástrico, composto de ácido clorídrico, pepsinogênio, muco, bicarbonato e fator intrínseco, e libera hormônios como a gastrina, que estimula a secreção. Tudo isso acontece em uma parede exposta ao próprio produto.

A defesa vem de três frentes: uma camada de muco viscoso com bicarbonato, aderida às células, que mantém junto à superfície um pH bem mais neutro que o da luz; junções de oclusão entre as células de revestimento; e um fluxo de sangue abundante, que remove o ácido que eventualmente penetre. As células superficiais são substituídas a cada poucos dias, a partir de células-tronco situadas no colo das glândulas.

Na prática clínica

  • A gastrite, inflamação da mucosa, pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori, por anti-inflamatórios, pelo álcool e pelo refluxo de bile; a biópsia na endoscopia mostra o tipo e a extensão da inflamação.
  • A infecção crônica e a gastrite atrófica podem levar à metaplasia intestinal, em que a mucosa passa a ter células de tipo intestinal; a alteração se associa a maior risco de câncer gástrico e é acompanhada por endoscopias.
  • Quando a barreira falha, a lesão pode ultrapassar a muscular da mucosa e formar uma úlcera péptica; o uso prolongado de anti-inflamatórios e a infecção por H. pylori estão entre as causas mais conhecidas.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Célula principal gástricaParte de Mucosa gástrica
Célula enterocromafimParte de Mucosa gástrica
Célula secretora de gastrinaParte de Mucosa gástrica
Célula parietal gástricaParte de Mucosa gástrica

Nesta região

CárdiaSistema digestório
PiloroSistema digestório

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.