Esfíncter de Oddi
O esfíncter de Oddi é o conjunto de fibras de músculo liso que envolve a parte final do colédoco, do ducto pancreático e da ampola, na parede do duodeno. Abre e fecha a passagem da bile e do suco pancreático para o intestino.

Onde fica
O esfíncter de Oddi fica dentro da parede do duodeno, na altura da papila duodenal maior, e é uma musculatura própria, separada da camada muscular do intestino que o cerca. Descrevem-se nele três partes: o esfíncter do colédoco, que envolve o trecho final desse ducto; o esfíncter do ducto pancreático, mais fraco e menos constante; e o esfíncter da ampola, com fibras longitudinais e circulares em torno do canal comum.
A inervação vem de fibras do sistema nervoso autônomo e de neurônios da própria parede, que respondem a hormônios liberados pelo duodeno. Por ser pequeno e profundo, o esfíncter não é visto por fora do intestino; na endoscopia, só se enxerga a papila que o recobre.
Para que serve
O esfíncter funciona como uma comporta de pressão. Em repouso, mantém a pressão dentro das vias biliares um pouco acima da do duodeno, o que direciona parte da bile para a vesícula e impede que o conteúdo do intestino entre nos ductos. Alterna contrações curtas e relaxamentos, que empurram pequenas porções de bile e de suco para o duodeno, em vez de um fluxo contínuo.
A colecistocinina, hormônio liberado quando gorduras e proteínas chegam ao duodeno, relaxa o esfíncter e, ao mesmo tempo, faz a vesícula se contrair. A resposta combinada joga a bile onde ela é necessária. Sinais nervosos e outros hormônios, como a secretina, também influenciam o tônus, e o ritmo do esfíncter acompanha as contrações do duodeno.
Na prática clínica
- A disfunção do esfíncter de Oddi é suspeitada em dor recorrente na parte superior do abdome, parecida com a biliar ou a pancreática, sem cálculos nem outra causa visível; é diagnóstico de exclusão, discutido, e a manometria fica restrita a centros especializados.
- Depois da retirada da vesícula, algumas pessoas mantêm dor do tipo biliar; a disfunção do esfíncter é uma das explicações consideradas, entre várias outras causas, como cálculos retidos e estreitamentos.
- Opioides e alguns outros fármacos aumentam o tônus do esfíncter, e a esfincterotomia endoscópica, que secciona o músculo, é um procedimento realizado em situações selecionadas, como cálculos presos na via biliar.
Estruturas relacionadas
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