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Ilhotas de Langerhans

As ilhotas de Langerhans são pequenos aglomerados de células endócrinas espalhados pelo pâncreas. Liberam no sangue hormônios como a insulina e o glucagon, que controlam a glicemia.

Esquema do pâncreas com as ilhotas pancreáticas indicadas e, no detalhe, um corte microscópico de uma ilhota com células alfa e beta e o ácino exócrino ao redor
Ilhotas de Langerhans. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As ilhotas estão distribuídas por todo o pâncreas, como ilhas de células pálidas em meio ao tecido exócrino, mais corado. São esféricas ou ovais, microscópicas, e o conjunto representa apenas uma pequena fração do volume da glândula.

Cada ilhota é percorrida por uma rede densa de capilares fenestrados, com poros que facilitam a passagem dos hormônios para o sangue, e recebe fibras nervosas autônomas. As células endócrinas se organizam em cordões ao redor desses capilares. O arranjo permite que o conjunto perceba a glicose do sangue e distribua a resposta com rapidez. O nome homenageia o anatomista alemão Paul Langerhans, que as descreveu no século XIX.

Para que serve

As ilhotas são a parte endócrina do pâncreas e funcionam como um sensor de glicose acoplado a uma central de hormônios. Em cada uma convivem vários tipos de células: as beta, que fazem insulina e formam a maioria; as alfa, que produzem glucagon; as delta, que liberam somatostatina; e as células PP, de polipeptídeo pancreático, entre outras.

Os hormônios agem à distância, pelo sangue, mas também sobre as células vizinhas: a insulina inibe as alfa, e a somatostatina freia as demais, de modo que a ilhota ajusta a resposta localmente. Depois de uma refeição, a glicemia sobe e predomina a liberação de insulina; em jejum, predomina a de glucagon. Esse equilíbrio mantém a glicose do sangue em uma faixa estreita.

Na prática clínica

  • No diabetes tipo 1, o sistema imunológico destrói as células beta das ilhotas e a produção de insulina cai muito; no tipo 2, predomina a resistência à ação da insulina, com falha progressiva da secreção. A glicemia e a hemoglobina glicada ajudam no diagnóstico.
  • Os tumores das ilhotas, os tumores neuroendócrinos do pâncreas, podem produzir hormônios em excesso, como no insulinoma, que causa episódios de glicemia baixa, ou no glucagonoma; muitos, porém, não secretam hormônio ativo.
  • O transplante de ilhotas obtidas de um pâncreas doado é um procedimento pouco disponível, realizado em centros especializados e em casos selecionados de diabetes tipo 1.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Célula alfa pancreáticaParte de Ilhotas de Langerhans
Célula beta pancreáticaParte de Ilhotas de Langerhans
Célula PP pancreáticaParte de Ilhotas de Langerhans
Célula delta pancreáticaParte de Ilhotas de Langerhans

Nesta região

Ductos pancreáticosSistema digestório

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.