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Ducto hepático comum

O ducto hepático comum é o canal formado pela união dos ductos hepáticos direito e esquerdo, no hilo do fígado. Termina onde recebe o ducto cístico, ponto a partir do qual o mesmo tubo passa a se chamar colédoco.

Esquema das vias biliares com os ductos hepáticos direito e esquerdo, o ducto hepático comum, o ducto cístico e o ducto colédoco
Ducto hepático comum. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O hepático comum se forma no hilo do fígado, ou logo abaixo dele, pela confluência dos ductos que drenam o lobo direito e o lobo esquerdo. Desce dentro do ligamento hepatoduodenal, à frente da veia porta e à direita da artéria hepática própria. É um canal curto, de poucos centímetros.

Seu limite inferior não é uma estrutura visível, e sim um ponto de nomenclatura: abaixo da entrada do ducto cístico, o mesmo tubo recebe outro nome. Por isso, quando o cístico se insere alto, o hepático comum é muito curto, e, quando se insere baixo, é longo. Em algumas pessoas, um ducto hepático aberrante desemboca nele ou no próprio cístico.

Para que serve

O hepático comum é o primeiro segmento da via biliar em que a bile das duas metades do fígado já está reunida. Ele a conduz para baixo, e o destino depende do momento da digestão: entre as refeições, parte da bile segue pelo cístico e enche a vesícula; depois de uma refeição, ela prossegue pelo colédoco até o duodeno.

A parede é fina, com epitélio colunar simples e pouco músculo liso, de modo que o fluxo depende sobretudo da pressão com que o fígado secreta a bile. As células que revestem o ducto, os colangiócitos, também modificam o líquido, acrescentando água e bicarbonato ao que veio dos hepatócitos, ajuste que se repete ao longo de toda a árvore biliar.

Na prática clínica

  • A obstrução na altura da confluência, por tumores peri-hilares, estreitamentos ou cálculos, represa a bile e causa icterícia, urina escura, fezes claras e coceira; a ultrassonografia e a colangiorressonância mostram a dilatação dos ductos acima do bloqueio.
  • Estreitamentos da via biliar depois de cirurgias do abdome superior e a colangite esclerosante primária, doença inflamatória crônica dos ductos, podem comprometer o hepático comum e são avaliados por colangiorressonância ou colangiografia.
  • Variações, como um ducto do lobo direito que desemboca de modo independente ou a inserção baixa do cístico, mudam o comprimento do hepático comum e são descritas no planejamento de cirurgias do fígado e das vias biliares.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.