Gânglio espiral
O gânglio espiral é um conjunto de neurônios sensitivos situado dentro do modíolo da cóclea. Seus axônios formam o nervo coclear e levam ao cérebro as informações sonoras captadas pelas células ciliadas.

Onde fica
Fica no canal espiral do modíolo, o eixo ósseo em torno do qual a cóclea se enrola, e acompanha as voltas da cóclea, como o nome indica. Seus neurônios são bipolares, ao contrário da maioria dos neurônios sensitivos, que são pseudounipolares.
Cada neurônio tem um prolongamento periférico, que atravessa o osso até o órgão de Corti e contata as células ciliadas, e um prolongamento central, que sai pelo meato acústico interno e forma o nervo coclear. Esse nervo se junta ao ramo vestibular para compor o nervo vestibulococlear.
Para que serve
Os neurônios do gânglio espiral convertem a liberação de neurotransmissor pelas células ciliadas em potenciais de ação e os conduzem aos núcleos cocleares do tronco encefálico. A grande maioria, os do tipo I, contata as células ciliadas internas, principais responsáveis pela percepção do som, e cerca de 5 a 10 por cento, os do tipo II, contatam as externas.
A localização de cada neurônio ao longo da espiral corresponde a uma faixa de frequências: a base responde aos sons agudos e o ápice, aos graves. Essa organização, chamada tonotópica, se mantém por todo o trajeto auditivo.
Na prática clínica
- Na perda auditiva neurossensorial, a lesão pode estar nas células ciliadas ou nos neurônios do gânglio espiral, e a perda das células ciliadas leva com o tempo à degeneração parcial dos neurônios.
- O implante coclear estimula diretamente os neurônios do nervo, por isso depende da presença de fibras funcionais.
- Exames como a audiometria e os potenciais evocados auditivos ajudam a distinguir problemas da cóclea e do nervo.
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