Veia porta
Veia curta e calibrosa formada atrás do pâncreas pela união das veias mesentérica superior e esplênica. Sobe até o hilo do fígado, onde se divide em ramos direito e esquerdo, e leva ao fígado a maior parte do seu sangue.

Onde fica
A veia porta se forma atrás do colo do pâncreas, quando a veia mesentérica superior encontra a veia esplênica. Sobe para a direita, passando por trás da primeira parte do duodeno, e entra no ligamento hepatoduodenal, a borda livre do omento menor.
Nesse ligamento ocupa a posição mais posterior da tríade portal, atrás do ducto colédoco e da artéria hepática própria, e à frente do forame omental, a passagem que liga as duas porções da cavidade peritoneal. No hilo do fígado se divide em ramo direito, mais curto, e ramo esquerdo, mais longo.
Para que serve
A veia porta conduz ao fígado o sangue venoso do intestino, do baço e do pâncreas e responde pela maior parte do fluxo que o órgão recebe, em torno de três quartos. Esse sangue é pobre em oxigênio, porém rico em nutrientes absorvidos e em hormônios como a insulina e o glucagon, de modo que a veia porta funciona como via de abastecimento de substâncias para o fígado.
Ao contrário da maioria das veias, não tem válvulas. Nos segmentos do fígado, os ramos portais se dividem acompanhando os da artéria hepática e do ducto biliar, até desembocarem nos sinusoides, onde o sangue venoso e o arterial se misturam.
Na prática clínica
- A trombose da veia porta pode ocorrer em cirrose, infecções abdominais e doenças da coagulação, e é identificada por ultrassonografia com Doppler, tomografia ou ressonância.
- Quando a veia fica obstruída de forma crônica, formam-se pequenos vasos colaterais ao redor dela, um achado de imagem chamado transformação cavernomatosa da veia porta.
- O diâmetro da veia e o sentido do fluxo, medidos por ultrassom, são parâmetros usados na avaliação de doenças do fígado e da hipertensão portal.
Estruturas relacionadas
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