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Doctor System Atlas

Célula de memória imunológica

Linfócito T ou B que permanece no organismo depois de uma resposta imune e reconhece o mesmo antígeno com rapidez em um novo contato. Sustenta a imunidade duradoura após infecções e vacinas.

Ilustração anatômica: Célula de memória imunológica (Immunological Memory Cells)
Célula de memória imunológica. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células de memória surgem durante a resposta primária a um agente: parte dos linfócitos expandidos não morre quando o antígeno desaparece e segue como célula longeva, em repouso ou com divisão muito lenta. Há memória T e B, e entre as T se distinguem as que recirculam pelos linfonodos e as que ficam residentes em tecidos, como pele, pulmões e intestino.

As células B de memória circulam e se alojam em linfonodos e baço, e os plasmócitos de vida longa, que mantêm anticorpos no sangue, ficam sobretudo na medula óssea. Não há órgão próprio para essas células, e ao microscópio lembram linfócitos comuns: são reconhecidas por marcadores de superfície e pelo comportamento.

Para que serve

A memória faz o segundo encontro com o mesmo agente gerar resposta mais rápida, mais intensa e, no caso dos anticorpos, de maior afinidade. Essas células precisam de menos estímulo para serem ativadas e já trazem o programa de resposta pronto, de modo que a infecção muitas vezes é contida antes de causar sintomas.

É esse o princípio das vacinas: apresentar um antígeno de forma segura para formar tais células sem que a doença ocorra. A duração da memória varia com o agente e com a pessoa, de meses a décadas, e algumas vacinas incluem reforços para mantê-la.

Na prática clínica

  • A presença de anticorpos IgG específicos no sangue indica contato prévio com um agente ou com uma vacina e reflete a memória humoral, embora a proteção não dependa só dos anticorpos medidos.
  • Em imunodeficiências, em tratamentos que reduzem os linfócitos e em idades avançadas, a formação ou a manutenção da memória pode ser menor, o que modifica a resposta às vacinas.
  • Células de memória que reconhecem componentes do próprio corpo ou substâncias inofensivas podem manter doenças autoimunes e alergias por longo tempo, o que ajuda a explicar a dificuldade de interromper essas respostas.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.