Linfócito intraepitelial
Linfócito localizado entre as células epiteliais de revestimento, sobretudo no intestino. Em geral é T, de fenótipo ativado, e atua como vigilância na superfície em contato com o meio externo.

Onde fica
Os linfócitos intraepiteliais ficam encaixados entre as células epiteliais, acima da membrana basal, em um posicionamento que os põe em contato direto com a face luminal. São mais bem estudados no intestino delgado, em que há cerca de um linfócito para cada dez células do epitélio, e também ocorrem na pele, no pulmão e no trato genital.
São heterogêneos: parte tem o receptor de célula T do tipo alfa e beta, e parte, do tipo gama e delta. Muitos têm o marcador CD8 e contêm grânulos citoplasmáticos.
Para que serve
Mantêm o epitélio sob vigilância e respondem rápido a infecções e ao dano celular, sem precisar do ciclo completo de ativação nos linfonodos. Podem eliminar células epiteliais infectadas ou alteradas, liberar citocinas e contribuir para o reparo da barreira.
Ao mesmo tempo, participam do equilíbrio com os alimentos e a microbiota, pois o intestino convive com um grande volume de antígenos inofensivos. A atuação desses linfócitos depende de sinais dos próprios enterócitos, que regulam sua ativação.
Na prática clínica
- Na doença celíaca, o aumento do número de linfócitos intraepiteliais no epitélio duodenal é um dos achados da biópsia, avaliado em conjunto com a altura das vilosidades e a clínica.
- A contagem aumentada também pode ser vista em outras situações, como infecções e uso de certos medicamentos, e por isso não é específica de uma única doença.
- Linfócitos intraepiteliais clonais estão envolvidos em formas raras de linfoma intestinal de células T; o diagnóstico depende de estudo especializado do tecido.
Estruturas relacionadas
- Linfócito T
- Subpopulações de linfócitos T
- Linfócito T citotóxico
- Tecido linfoide
- Célula epitelial
- Linfócito
Nesta região


Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.