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Célula gigante de corpo estranho

Célula grande e multinucleada, formada pela fusão de vários macrófagos em torno de um material que não consegue ser digerido. Seus núcleos se distribuem sem ordem pelo citoplasma.

Ilustração anatômica: Célula gigante de corpo estranho (Giant Cells, Foreign-Body)
Célula gigante de corpo estranho. Rótulos em inglês. Imagem: Eslami-Kaliji, F.; Hedayat Nia, N.; Lakey, J.R.T.; Smink, A.M.; Mohammadi, M., CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células gigantes de corpo estranho aparecem nos tecidos que contêm material estranho de difícil remoção, como fios de sutura, fragmentos de implantes, partículas de talco, sílica, queratina fora do lugar ou cristais. Elas se dispõem na superfície ou ao redor desse material, às vezes junto a outras células da inflamação, como linfócitos e fibroblastos.

Ao microscópio, a célula é muito maior do que um macrófago comum e pode ter de poucos a dezenas de núcleos, em geral de formato semelhante. Os núcleos ficam espalhados de forma irregular ou agrupados no centro. É uma das células gigantes da inflamação granulomatosa, ao lado das de Langhans e de Touton.

Para que serve

Quando um macrófago não consegue englobar um objeto grande demais, vários macrófagos se aproximam e se fundem, sob a ação de citocinas como a interleucina 4 e a interleucina 13, e formam uma célula com superfície de contato maior. Ela pode liberar enzimas e espécies reativas de oxigênio na região de contato, no esforço de degradar o material.

Quando a degradação não é possível, o resultado é o isolamento do corpo estranho por uma cápsula de células e de fibras de colágeno. Esse processo, chamado de reação de corpo estranho, é a forma como o organismo tolera os materiais que não consegue eliminar.

Na prática clínica

  • É um achado frequente na biópsia ao redor de suturas internas, de próteses e de materiais de preenchimento injetados, e geralmente indica apenas a reação normal do tecido ao material.
  • Na patologia, a luz polarizada ajuda a localizar partículas dentro das células gigantes, como cristais e fragmentos de fibras.
  • Em implantes ortopédicos e em outros, a reação a fragmentos liberados pelo desgaste do material pode contribuir para a perda óssea ao redor deles, tema estudado em ortopedia.

Estruturas relacionadas

Nesta região

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.