Linfócito Th2
Linfócito T auxiliar do perfil voltado a parasitas e barreiras, que produz interleucinas 4, 5 e 13 e depende do fator de transcrição GATA3. Estimula eosinófilos, mastócitos e a produção de IgE.

Onde fica
As células Th2 se diferenciam nos linfonodos de T CD4 virgens expostos à interleucina 4, em contextos como infecção por helmintos ou contato com alérgenos. Em seguida, passam a circular e se instalam nos tecidos de barreira, como pele, pulmões e intestino, onde formam grupos junto a eosinófilos e mastócitos.
Ao microscópio comum são linfócitos pequenos e sem aspecto particular. O perfil se reconhece pela produção das interleucinas 4, 5 e 13, pelo fator de transcrição GATA3 e por receptores de superfície, como o CRTH2, em exames de citometria de fluxo ou em lâminas marcadas.
Para que serve
A interleucina 4 e a interleucina 13 orientam os linfócitos B a trocar a classe do anticorpo para IgE, que se fixa em mastócitos e basófilos. Elas também estimulam a produção de muco e a contração da musculatura lisa, o que ajuda a expulsar vermes do intestino. A interleucina 5 promove a maturação, o recrutamento e a sobrevivência de eosinófilos, que atacam parasitas grandes demais para serem fagocitados.
O perfil Th2 também atua na reparação de tecidos e participa de uma ativação alternativa dos macrófagos, voltada à cicatrização, em vez de à destruição de microrganismos.
Na prática clínica
- Na asma alérgica, na rinite alérgica e na dermatite atópica há predomínio da resposta Th2, com IgE elevada e eosinófilos nos tecidos, e essa via é alvo de pesquisa e de tratamentos direcionados.
- Eosinofilia no sangue e a dosagem de IgE total são achados laboratoriais que podem acompanhar a resposta Th2 em alergias e infecções por helmintos, e são interpretados em conjunto com o quadro clínico.
- O equilíbrio entre Th1 e Th2 foi descrito como um eixo de regulação da resposta imune, e hoje se sabe que o quadro é mais complexo.
Estruturas relacionadas
Nesta região


Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.