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Doctor System Atlas

Célula de Langerhans

Célula dendrítica da epiderme e das mucosas que capta antígenos entre os queratinócitos e os leva aos linfonodos. Ao microscópio eletrônico, tem grânulos de Birbeck, em forma de raquete.

Ilustração anatômica: Célula de Langerhans (Langerhans Cells)
Célula de Langerhans. Imagem: Courtesy of NIAID Ryan Kissinger, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células de Langerhans ficam na epiderme, sobretudo na camada espinhosa, entre os queratinócitos, onde formam uma rede de prolongamentos. Existem também na mucosa oral e em outras mucosas e, em pequeno número, na derme e nos linfonodos. Na coloração comum aparecem como células claras de núcleo irregular, e representam pequena fração das células da epiderme.

Para vê-las em lâminas, usam-se marcadores como a langerina (CD207) e o CD1a, e, ao microscópio eletrônico, os grânulos de Birbeck. Em grande parte formam-se na vida embrionária e se renovam no próprio local, podendo ser repostas por monócitos em situações de inflamação.

Para que serve

Funcionam como sentinelas da barreira cutânea. Com seus prolongamentos, captam antígenos na epiderme, inclusive de microrganismos e de substâncias que entram pela pele. Ao serem ativadas, migram pelos vasos linfáticos até os linfonodos regionais e apresentam o que capturaram aos linfócitos T.

Também podem induzir tolerância a antígenos inofensivos e colaboram na defesa contra alguns vírus e fungos. A radiação ultravioleta reduz o número e a função dessas células na pele exposta, o que ajuda a explicar como o sol modifica a imunidade local.

Na prática clínica

  • A histiocitose de células de Langerhans é uma doença rara, com acúmulo de células de perfil semelhante na pele, nos ossos e em outros órgãos, mais conhecida em crianças e confirmada por biópsia e imuno-histoquímica.
  • A exposição solar crônica reduz as células de Langerhans da epiderme, achado estudado em relação ao fotoenvelhecimento e ao câncer de pele.
  • Na mucosa oral, essas células fazem parte da vigilância imunológica da boca, e sua distribuição na gengiva é investigada em estudos da doença periodontal e de lesões da mucosa.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.