Neutrófilo
Leucócito mais numeroso do sangue de adultos, com núcleo de vários lobos e grânulos finos. É o primeiro a chegar aos focos de infecção e destrói bactérias e fungos por fagocitose e outros mecanismos.

Onde fica
Os neutrófilos se formam na medula óssea, que mantém uma reserva de células maduras, e passam ao sangue, onde uma parte circula e outra fica aderida à parede dos vasos, em reserva marginal, pronta para ser mobilizada. Vivem horas no sangue e poucos dias nos tecidos, de modo que a medula os repõe sem parar e em grande número.
No esfregaço, são maiores que a hemácia, com núcleo de dois a cinco lobos unidos por filamentos finos e citoplasma rosado, de grânulos pequenos e pouco corados. As formas mais jovens têm núcleo em bastão. Em mulheres, uma pequena fração pode mostrar um apêndice nuclear em forma de baqueta, que corresponde ao cromossomo X inativo.
Para que serve
Os neutrófilos respondem depressa a sinais químicos liberados por tecidos lesados e por microrganismos. Percorrem etapas bem definidas: rolagem sobre o endotélio, adesão firme, travessia da parede do vaso e migração até o foco, guiados por gradiente químico.
No foco, engolem e destroem microrganismos com enzimas e espécies reativas de oxigênio, liberam o conteúdo dos grânulos e podem lançar redes de DNA e proteínas, as armadilhas extracelulares, que prendem os microrganismos. Depois de cumprirem o papel, morrem e são removidos por macrófagos; o pus é feito em boa parte de neutrófilos mortos e restos de tecido.
Na prática clínica
- A neutrofilia, aumento de neutrófilos no hemograma, ocorre em infecções bacterianas, inflamações, estresse, tabagismo e uso de corticoides; o desvio à esquerda, com formas jovens em bastão, mostra que a medula acelerou a liberação.
- A neutropenia, queda dos neutrófilos, deixa o organismo mais vulnerável a infecções por bactérias e fungos; surge após quimioterapia, com alguns medicamentos, em doenças da medula e em causas congênitas, e é avaliada pelo hemograma.
- Na boca, os neutrófilos são as primeiras células de defesa a atravessar o epitélio de junção rumo ao sulco gengival, e na periodontite sua atividade excessiva contribui para a destruição dos tecidos de suporte do dente.
Estruturas relacionadas
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