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Doctor System Atlas

Célula dendrítica

Célula de longos prolongamentos que vigia os tecidos, captura antígenos e os leva aos linfonodos para ativar linfócitos T. É a ponte entre a imunidade inata e a imunidade adaptativa.

Ilustração anatômica: Célula dendrítica (Dendritic Cells)
Célula dendrítica. Imagem: Courtesy of NIAID Ryan Kissinger, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células dendríticas ocupam tecidos em contato com o ambiente externo, como pele, mucosas e vias respiratórias, e os órgãos linfoides, onde se concentram nas áreas de linfócitos T. Derivam de progenitores da medula óssea e há vários subtipos: as convencionais, ligadas sobretudo à apresentação de antígenos, e as plasmocitoides, que circulam no sangue e produzem interferon diante de vírus.

O nome vem dos prolongamentos que lembram dendritos. Imaturas, capturam muitas partículas e têm poucas moléculas de apresentação; diante de um sinal de perigo, amadurecem e passam a expor muitas. Diferem das células dendríticas foliculares, que ficam nos folículos linfoides, têm outra origem e retêm antígenos na superfície.

Para que serve

A célula dendrítica imatura patrulha o tecido, captura antígenos e detecta moléculas típicas de microrganismos por receptores de reconhecimento. Isso desencadeia a maturação: ela perde a capacidade de capturar, ganha moléculas de apresentação e de coestimulação e migra, guiada por sinais químicos, até um linfonodo regional.

No linfonodo, é a célula que ativa com mais eficiência os linfócitos T virgens, ainda sem contato prévio com um antígeno, e orienta o tipo de resposta pelas citocinas que libera. Sem sinal de perigo, as células dendríticas também contribuem para a tolerância, ao induzir linfócitos T reguladores ou eliminar T autorreativos.

Na prática clínica

  • Na dermatite de contato alérgica, as células dendríticas da pele capturam a substância sensibilizante e a levam aos linfonodos, onde se forma a resposta que depois causa a reação a um novo contato.
  • As células plasmocitoides produzem grande quantidade de interferon e são estudadas nas respostas antivirais e em doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico.
  • Neoplasias derivadas de células dendríticas são raras, e células dendríticas do próprio paciente são objeto de pesquisas em imunoterapia contra tumores, ainda em avaliação.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Célula de LangerhansParte de Célula dendrítica

Nesta região

Célula dendrítica folicularSistema linfático e imune

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.