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Doctor System Atlas

Subpopulações de linfócitos

Grupos de linfócitos distinguidos por proteínas de superfície e pela função, entre eles os linfócitos T, os B e as células natural killer. Sua identificação por marcadores, em citometria de fluxo, é a base da imunofenotipagem.

Ilustração anatômica: Subpopulações de linfócitos (Lymphocyte Subsets)
Subpopulações de linfócitos. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

No sangue, a maior parte dos linfócitos é T, seguida pelos B e pelas células NK, em proporções que variam com a idade e entre as pessoas. Nos tecidos a distribuição é outra: nos linfonodos, T e B ocupam áreas separadas, com os T no paracórtex e os B nos folículos; no baço, cada grupo tem sua região da polpa branca; nas mucosas e na pele predominam T de memória residentes.

Há ainda as células linfoides inatas, que não têm receptor de antígeno e atuam sobretudo nas mucosas. Todos os grupos têm aspecto parecido no microscópio de rotina, e a separação depende de marcadores.

Para que serve

O agrupamento reflete uma divisão de trabalho. Os T cuidam das células: auxiliam outras ou destroem as infectadas. Os B respondem ao que circula nos líquidos do corpo, produzindo anticorpos. As NK e as células linfoides inatas agem rápido, sem ativação específica prévia, e liberam citocinas que influenciam os demais.

Os grupos conversam entre si: T auxiliares ajudam B e T citotóxicos, B apresentam antígenos aos T, e o interferon-gama das NK reforça a atividade dos macrófagos. A resposta eficaz depende do equilíbrio entre as subpopulações, e não de uma só.

Na prática clínica

  • A imunofenotipagem por citometria de fluxo conta cada subpopulação com marcadores como CD3 para T, CD19 ou CD20 para B e CD56 para NK, e é usada em imunodeficiências, no diagnóstico de leucemias e linfomas e no acompanhamento da infecção pelo HIV.
  • As proporções variam com a idade, com infecções e com certos medicamentos, e cada laboratório adota seus valores de referência, de modo que o resultado é interpretado no contexto clínico.
  • O aumento de uma subpopulação com células idênticas entre si, de perfil monoclonal, pode indicar doença linfoproliferativa e motiva investigação com exames adicionais.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Célula de memória imunológicaSistema linfático e imune

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.