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Doctor System Atlas

Célula natural killer

Linfócito grande e granuloso da imunidade inata que destrói células infectadas por vírus e células tumorais sem sensibilização prévia. Reconhece os alvos por receptores que avaliam sinais de normalidade e de estresse.

Ilustração anatômica: Célula natural killer (Killer Cells, Natural)
Célula natural killer. Imagem: Courtesy of NIAID Ryan Kissinger, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células NK se formam na medula óssea a partir de progenitores linfoides e circulam no sangue, onde são uma parcela pequena dos linfócitos. Também estão no baço, nos linfonodos, no fígado, nos pulmões e na decídua uterina durante a gestação.

No esfregaço aparecem como linfócitos grandes granulares: núcleo oval ou reniforme e citoplasma mais abundante que o dos linfócitos comuns, com grânulos azurófilos. Distinguem-se por marcadores: carregam o CD56 e, em geral, o CD16, mas não o complexo CD3 dos linfócitos T.

Para que serve

A NK não precisa reconhecer um antígeno específico: pesa sinais ativadores e inibidores. Receptores inibidores se ligam às moléculas HLA de classe I, e a célula que perde essas moléculas, como ocorre em algumas infecções virais e tumores, deixa de frear a NK. Células estressadas, por sua vez, exibem ligantes que a ativam.

Ativada, usa mecanismos de morte semelhantes aos do T citotóxico, perforina e granzimas, e libera citocinas, em especial o interferon-gama, que estimula macrófagos. O receptor CD16 reconhece a parte constante de anticorpos IgG ligados a uma célula e dispara sua destruição, mecanismo chamado citotoxicidade celular dependente de anticorpos.

Na prática clínica

  • A contagem de células NK por citometria de fluxo entra na investigação de algumas imunodeficiências; a deficiência isolada é rara e está associada a infecções graves por herpesvírus.
  • A atividade das NK é estudada em tumores, no transplante de medula óssea, em que NK do doador podem atacar células leucêmicas residuais, e na gestação, pelo papel das NK uterinas na formação da placenta.
  • Leucemias e linfomas de células NK são raros e têm manifestações variadas, identificados por imunofenotipagem.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Célula de memória imunológicaSistema linfático e imune
Linfócito BSistema linfático e imune
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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.