Célula T invariante associada à mucosa
Linfócito T de receptor quase invariável, abundante em mucosas, fígado e sangue, que reconhece derivados da síntese bacteriana de vitamina B2 apresentados pela molécula MR1 e reage rapidamente, sem depender de ativação prévia.
Onde fica
As células MAIT são encontradas no sangue, onde formam uma fração perceptível dos linfócitos T, e se concentram sobretudo no fígado, na lâmina própria do intestino, nos pulmões e em outras mucosas. Seu número é pequeno ao nascimento e cresce durante a infância, o que sugere influência da microbiota.
Ao microscópio comum parecem linfócitos pequenos. A identificação depende de marcadores de superfície, como um tipo específico de cadeia alfa do receptor e a molécula CD161, e da ligação a moléculas MR1 carregadas com o antígeno, em citometria de fluxo. A maioria expressa CD8 ou nenhum correceptor.
Para que serve
Diferentemente dos linfócitos T convencionais, que reconhecem peptídeos em moléculas do complexo principal de histocompatibilidade, as células MAIT reconhecem pequenos metabólitos produzidos por bactérias e leveduras, exibidos pela molécula MR1. Como a molécula MR1 é pouco variável entre as pessoas, o mesmo tipo de receptor serve para todos.
O perfil de células efetoras já está pronto na célula madura: ao encontrar o alvo, ela libera depressa interferon-gama, fator de necrose tumoral, interleucina 17 e moléculas citotóxicas. Essa reação imediata faz das células MAIT uma ponte entre a imunidade inata e a adaptativa nas barreiras do corpo.
Na prática clínica
- Em amostras de sangue, a proporção de células MAIT pode estar reduzida em algumas infecções crônicas, como a tuberculose e a infecção pelo HIV, achado estudado em pesquisa e sem uso rotineiro no diagnóstico.
- Essas células aparecem em tecidos de doenças inflamatórias do intestino e do fígado, e seu papel nessas condições é investigado, ainda sem aplicação clínica estabelecida.
- A contagem diminui com o envelhecimento e em quadros graves de infecção, motivo pelo qual a população é usada como marcador em estudos de imunologia.
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