Célula progenitora mieloide
Célula progenitora da medula óssea comprometida com a linhagem mieloide, derivada da célula-tronco hematopoética. Dá origem a hemácias, plaquetas, granulócitos e monócitos, mas não a linfócitos.

Onde fica
Células progenitoras mieloides ficam na medula óssea, em nichos próximos aos sinusoides, misturadas a outras células em maturação. São pouco numerosas e não se distinguem por forma; a caracterização depende de marcadores de superfície e de testes de cultura em que cada célula forma uma colônia.
O termo abrange um conjunto de progenitores em etapas distintas: dos mais imaturos, com potencial amplo, aos já direcionados para uma linhagem, como o de granulócito e macrófago e o de megacariócito e eritrócito.
Para que serve
Essas células são a fonte da maior parte das células do sangue circulante. Sob a ação de fatores de crescimento, como o fator estimulador de colônias de granulócitos, a eritropoetina e a trombopoetina, os progenitores se multiplicam e escolhem um destino: formar neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos, plaquetas ou hemácias.
A produção é ajustável: infecções aumentam a geração de granulócitos e monócitos, enquanto baixos níveis de oxigênio estimulam a de hemácias. A divisão dos tipos mieloides em ramos explica por que alterações em uma linhagem muitas vezes poupam as demais.
Na prática clínica
- Na leucemia mieloide aguda e nas síndromes mielodisplásicas, o defeito se origina em células da linhagem mieloide; a classificação se baseia no exame da medula, na citogenética e em estudos moleculares.
- Em ensaios de cultura, o número de unidades formadoras de colônias é um recurso de pesquisa para avaliar a capacidade de formar células mieloides.
- Medicamentos e radiação que reduzem a proliferação da medula afetam os progenitores mieloides, e por isso os neutrófilos e as plaquetas estão entre as primeiras contagens a mudar.
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