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Doctor System Atlas

Linfócito T citotóxico

Linfócito T com o correceptor CD8 que destrói células infectadas por vírus, células tumorais e células de enxertos. Mata por contato direto, liberando proteínas que induzem a morte programada do alvo.

Ilustração anatômica: Linfócito T citotóxico (T-Lymphocytes, Cytotoxic)
Linfócito T citotóxico. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os T citotóxicos se formam no timo e circulam como células virgens, sem experiência com antígenos, por sangue e linfonodos. Depois de ativados, tornam-se células efetoras e migram para os tecidos infectados ou para os tumores, onde atuam. Uma parte persiste como células de memória, inclusive as que permanecem na pele e nas mucosas.

Ao microscópio comum são pequenos linfócitos como os demais, e a identificação se baseia no marcador CD8. Quando ativados, aumentam de tamanho e ganham grânulos citoplasmáticos com perforina e granzimas.

Para que serve

O T citotóxico reconhece peptídeos exibidos em moléculas HLA de classe I, presentes em quase todas as células com núcleo. Assim inspeciona o interior das células: fragmentos de proteínas virais ou anormais sinalizam que a célula está infectada ou alterada. A ativação inicial costuma exigir a célula dendrítica e o auxílio de T CD4.

Ao encontrar o alvo, forma uma sinapse imunológica e libera perforina, que abre poros na membrana, e granzimas, enzimas que entram na célula e ativam sua morte programada. Pode também acionar a morte pelo ligante de Fas. Um mesmo CTL ataca vários alvos em sequência e produz interferon-gama e fator de necrose tumoral, que reforçam a defesa.

Na prática clínica

  • Os T CD8 têm papel central no controle de infecções virais, como as causadas por herpesvírus e pelo vírus influenza; a contagem de CD8 integra a avaliação de imunodeficiências.
  • Em tumores, a presença de linfócitos T citotóxicos infiltrando o tecido tem valor prognóstico em alguns tipos de câncer, e certas imunoterapias atuam liberando a atividade dessas células.
  • Os T citotóxicos participam da rejeição de transplantes e de doenças autoimunes, como o diabetes tipo 1 e o vitiligo, em que se reconhece ataque a células beta do pâncreas e a melanócitos.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.