Célula gigante de Langhans
Célula gigante multinucleada formada pela fusão de macrófagos, com núcleos dispostos em arco ou em ferradura junto à borda do citoplasma. É típica dos granulomas imunes, como o da tuberculose.

Onde fica
As células de Langhans aparecem dentro de granulomas, rodeadas por células epitelioides e por um anel de linfócitos. Estão presentes em doenças com resposta imune celular persistente, como a tuberculose, a sarcoidose, a hanseníase, algumas infecções fúngicas e a doença de Crohn.
O nome homenageia o patologista Theodor Langhans. Ao microscópio, a célula é grande e tem muitos núcleos, de poucos a dezenas, todos semelhantes e alinhados na periferia, formando um semicírculo ou uma ferradura. O centro do citoplasma é uniforme e de coloração rosada. Essa disposição a diferencia da célula gigante de corpo estranho, de núcleos espalhados.
Para que serve
A célula de Langhans resulta da fusão de células epitelioides, induzida por citocinas derivadas de linfócitos T, em especial o interferon-gama. Sua formação é sinal de uma resposta imune mediada por células, mais do que uma reação a material inerte.
Seu papel funcional é discutido: tem capacidade limitada de fagocitose, mas pode secretar enzimas e citocinas que mantêm o granuloma. A fusão aumenta a superfície e o volume da célula, o que a torna capaz de envolver partículas ou microrganismos maiores. Dentro do granuloma, ajuda a delimitar o agente e a isolar o foco.
Na prática clínica
- Ao lado das células epitelioides, a presença de células de Langhans caracteriza o granuloma imune, mas o achado não é exclusivo de nenhuma doença.
- Na tuberculose, os granulomas costumam apresentar necrose central, cercada por células epitelioides e de Langhans; o laudo é correlacionado à clínica e a outros exames.
- A distinção em relação à célula gigante de corpo estranho ajuda o patologista a diferenciar uma reação imune de uma reação a material inerte.
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