Célula dendrítica folicular
Célula de aspecto ramificado dos folículos linfoides, que retém antígenos em sua superfície por longos períodos e os exibe às células B. Não deriva da medula óssea, o que a distingue das células dendríticas clássicas.

Onde fica
As células dendríticas foliculares ficam nos folículos linfoides de linfonodos, baço e tecidos linfoides das mucosas, como tonsilas e placas de Peyer. Seus prolongamentos formam uma rede no interior do folículo, sobretudo na zona clara do centro germinativo, onde convivem com linfócitos B e linfócitos T auxiliares.
Elas derivam de células do estroma, e não de precursores hematopoéticos, o que as diferencia das células dendríticas que capturam antígenos nos tecidos e migram para os linfonodos.
Para que serve
Essas células funcionam como um mural de antígenos. Seus receptores para o complemento e para a porção Fc dos anticorpos prendem complexos imunes, que ficam expostos por semanas ou meses sem serem degradados. Assim, linfócitos B do centro germinativo testam seus receptores contra o antígeno e recebem sinais de sobrevivência quando se ligam bem.
A rede também produz substâncias, como a quimiocina CXCL13, que atraem as células B para o folículo e ajudam a manter a organização da área. Esse processo sustenta a seleção de clones de maior afinidade ao longo da resposta de anticorpos.
Na prática clínica
- Na avaliação de linfonodos e tumores linfoides ao microscópio, marcadores da rede dendrítica folicular, como o CD21 e o CD23, ajudam a mostrar se a arquitetura folicular está preservada.
- O sarcoma de células dendríticas foliculares é uma neoplasia rara, descrita em linfonodos e em tecidos fora deles, cujo diagnóstico depende de exame anatomopatológico.
- Células dendríticas foliculares podem abrigar partículas de alguns agentes infecciosos por longo tempo; esse reservatório é objeto de estudo na pesquisa em imunologia.
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