Osteoclasto
Célula gigante multinucleada que dissolve o tecido ósseo, derivada da linhagem de monócitos e macrófagos. Trabalha com os osteoblastos na renovação contínua do esqueleto.

Onde fica
Os osteoclastos ficam nas superfícies do osso, no endósteo, no periósteo e nas paredes dos canais internos, encostados à matriz mineralizada. Ao microscópio, são grandes, com vários núcleos, e ocupam pequenas depressões da superfície óssea, as lacunas de Howship, escavadas pela própria reabsorção.
Surgem da fusão de precursores da linhagem de monócitos e macrófagos, estimulados por fatores como o M-CSF e o RANKL, produzidos por células do estroma, osteoblastos e osteócitos. Têm vida relativamente curta e são repostos ao longo da vida.
Para que serve
O osteoclasto se fixa ao osso, isola uma zona de contato e, pela borda pregueada, libera ácido e enzimas, como a catepsina K. O ácido dissolve o mineral, e as enzimas digerem a matriz orgânica, sobretudo o colágeno. Cálcio e fosfato liberados passam à circulação.
Esse trabalho integra o remodelamento ósseo: o osso velho ou lesado é removido e substituído pelos osteoblastos em ciclos que renovam o esqueleto, reparam fraturas e ajustam sua forma à carga mecânica. Nos dentes, células semelhantes participam da reabsorção das raízes dos decíduos e da movimentação dentária pela remodelação do osso alveolar.
Na prática clínica
- Na osteoporose, a reabsorção supera a formação de osso, e alguns grupos de medicamentos atuam sobre os osteoclastos; o esqueleto é avaliado por densitometria e outros exames.
- Na doença de Paget e em metástases ósseas osteolíticas, a atividade osteoclástica aumentada contribui para áreas de osso enfraquecido ou deformado.
- Na ortodontia, o deslocamento do dente depende da remodelação do osso alveolar, com reabsorção pelos osteoclastos do lado pressionado; na doença periodontal avançada, a perda do osso de suporte também envolve essas células.
Estruturas relacionadas
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