Linfonodo sentinela
Primeiro linfonodo, ou pequeno grupo de linfonodos, que recebe a linfa da região onde há um tumor. Seu exame mostra se células tumorais começaram a se disseminar pelo sistema linfático.

Onde fica
O linfonodo sentinela não é um tipo diferente de linfonodo: é definido pela posição em relação ao tumor. Para um câncer de mama, costuma estar na axila; para um melanoma da perna, na virilha; para tumores da cabeça e do pescoço, em cadeias do pescoço. A drenagem varia de uma pessoa para outra, e às vezes há mais de um sentinela, inclusive em locais inesperados.
A localização usa substâncias marcadoras, radioativas ou coradas, colocadas perto do tumor, cujo trajeto até o linfonodo é seguido por imagem ou durante a cirurgia.
Para que serve
O conceito parte da ideia de que as células de um tumor se espalham por via linfática de modo ordenado, passando primeiro pela cadeia mais próxima. Se o sentinela estiver livre de células tumorais, a probabilidade de os demais linfonodos da região também estarem livres é alta.
O linfonodo retirado é examinado ao microscópio, às vezes durante o procedimento, em busca de depósitos de células tumorais, de agregados isolados a micrometástases e metástases maiores. O resultado é um dos elementos do estadiamento e da discussão sobre cirurgia mais ampla e tratamentos complementares.
Na prática clínica
- A pesquisa do linfonodo sentinela é usada sobretudo em melanoma e em câncer de mama e também estudada em outros tumores, como os de vulva, pênis, cabeça e pescoço.
- A presença de células tumorais no sentinela indica disseminação regional e é um dos fatores de prognóstico mais importantes em vários tumores; sua ausência não exclui doença em outros locais.
- O linfedema, inchaço por acúmulo de linfa em um membro após a retirada de muitos linfonodos, é menos frequente quando só o sentinela é removido, razão pela qual o método é valorizado.
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