Endocárdio
Camada mais interna da parede do coração, lisa e fina, que reveste as câmaras e recobre as valvas. É feita de endotélio e de delgadas camadas de tecido conjuntivo, e continua com o revestimento dos vasos que chegam ao coração e saem dele.

Onde fica
O endocárdio forra toda a superfície interna dos átrios e dos ventrículos, incluindo as trabéculas, os músculos papilares e as cordas tendíneas, e se dobra sobre si mesmo para formar os folhetos das valvas, cujo interior é um eixo de tecido conjuntivo. Nas aberturas das veias e das artérias, continua com a camada interna desses vasos.
De dentro para fora, tem o endotélio, uma camada de tecido conjuntivo com fibras elásticas e colágenas e uma camada subendocárdica de tecido conjuntivo frouxo, que contém pequenos vasos, nervos e ramos do sistema de condução, as fibras de Purkinje. É mais espesso nos átrios, sobretudo no esquerdo, do que nos ventrículos.
Para que serve
O endocárdio dá ao interior do coração uma superfície lisa, sobre a qual o sangue desliza com pouco atrito e sem formar coágulos, papel semelhante ao do endotélio dos vasos. Ao recobrir as valvas, acompanha seus movimentos de abertura e fechamento, repetidos muitas vezes por dia.
O endotélio endocárdico não é só um revestimento: comunica-se com os cardiomiócitos vizinhos por substâncias que produz e influencia a contração deles. Na vida embrionária, espessamentos do endocárdio, os coxins endocárdicos, participam da formação dos septos e das valvas atrioventriculares.
Na prática clínica
- A endocardite infecciosa é a infecção do endocárdio, em geral sobre uma valva, e pode formar vegetações visíveis ao ecocardiograma; é suspeitada diante de febre persistente com sopro novo e investigada com culturas de sangue e exames de imagem.
- A biópsia endomiocárdica, em que um pequeno fragmento do revestimento e do músculo é retirado por cateter, é usada em situações específicas, como na investigação de certas miocardites e no acompanhamento após transplante cardíaco.
- Defeitos dos coxins endocárdicos estão na origem de malformações como o defeito do septo atrioventricular, mais frequente em crianças com síndrome de Down.
Estruturas relacionadas
Nesta região




Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.