Veia central da retina
Veia que recolhe o sangue da retina, formada pela junção das veias retinianas no disco óptico. Sai do olho pelo nervo óptico, ao lado da artéria correspondente, e drena em geral para a veia oftálmica superior ou para o seio cavernoso.

Onde fica
A veia central da retina se forma no disco óptico, onde se unem as veias retinianas superiores e inferiores, que recolheram o sangue dos capilares. Deixa o olho pelo centro do nervo óptico, ao lado da artéria central, e atravessa a bainha do nervo a certa distância do bulbo do olho.
Depois de sair do nervo, segue na órbita e termina em geral na veia oftálmica superior ou diretamente no seio cavernoso, situado na base do crânio. Como essas veias não têm válvulas, o sangue pode fluir nos dois sentidos conforme a pressão.
Para que serve
A veia central retira o sangue com baixo teor de oxigênio e os resíduos metabólicos das camadas internas da retina e o leva às veias da órbita e do seio cavernoso. Ela fecha o circuito iniciado pela artéria central, que leva sangue oxigenado às mesmas camadas.
Por percorrer o interior do nervo óptico, a veia pode ser comprimida quando a pressão aumenta nessa região, como nos aumentos da pressão dentro do crânio, e a dificuldade de drenagem se manifesta na retina, que é visível no exame do fundo do olho.
Na prática clínica
- A oclusão da veia central da retina causa baixa da visão e é reconhecida no fundo do olho por veias dilatadas e tortuosas, hemorragias espalhadas e edema da retina.
- O inchaço do disco óptico, chamado de edema de papila, pode relacionar-se ao aumento da pressão intracraniana e é um achado do exame do fundo do olho, que é então investigado por exames de imagem.
- A pulsação espontânea da veia na papila é uma observação feita na fundoscopia, e sua presença ou ausência é registrada por quem examina, em conjunto com outros dados.
Estruturas relacionadas
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