Barreira hematorretiniana
Barreira que controla a passagem de substâncias entre o sangue e a retina. Tem uma parte interna, nos capilares retinianos, e uma externa, no epitélio pigmentar.
Onde fica
A barreira interna fica no endotélio dos capilares da própria retina, cujas células se unem por junções oclusivas e são acompanhadas por pericitos e por prolongamentos de astrócitos e de células de Müller. Ela protege as camadas internas da retina, que são nutridas pela artéria central da retina.
A barreira externa está no epitélio pigmentar da retina, camada de células que recebe os fotorreceptores. Suas junções oclusivas separam a coroide, de capilares fenestrados e muito permeáveis, da retina neural. Cada barreira regula, portanto, a passagem entre uma fonte de sangue e o tecido nervoso que ela serve.
Para que serve
As duas barreiras mantêm o ambiente da retina estável para que os fotorreceptores e os neurônios funcionem, e impedem a entrada livre de proteínas e células do plasma. A barreira interna controla o fluxo para a retina interna, e a externa regula o transporte de nutrientes, como glicose e vitaminas, da coroide para os fotorreceptores, além de devolver ao sangue resíduos do metabolismo.
O epitélio pigmentar também ajuda a manter o espaço sob a retina com pouco líquido, o que mantém a retina fixa à camada que a sustenta e preserva a qualidade da imagem formada.
Na prática clínica
- No edema macular, que ocorre em condições como o diabetes e as oclusões venosas da retina, a barreira interna perde a integridade e o líquido se acumula na mácula, o que pode reduzir a visão central.
- Na angiografia com fluoresceína, o extravasamento do corante para a retina indica ruptura da barreira, o que ajuda a localizar o dano.
- Doenças que afetam o epitélio pigmentar, como parte dos casos de degeneração macular, alteram a barreira externa e a nutrição dos fotorreceptores.
Estruturas relacionadas
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