Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Artéria carótida interna

Ramo da carótida comum que sobe pelo pescoço sem dar ramos e entra no crânio pelo canal carótico para irrigar grande parte do cérebro, o olho e a órbita. Faz parte do círculo arterial do cérebro.

Ilustração anatômica: Artéria carótida interna (Carotid Artery, Internal)
Artéria carótida interna. Rótulos em inglês. Imagem: Bruce Blaus, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A carótida interna nasce na bifurcação da carótida comum, onde costuma ter um pequeno alargamento, e sobe pelo pescoço, em posição mais profunda que a externa, sem emitir ramos até a base do crânio. Entra no osso temporal pelo canal carótico, faz curvas dentro do osso e atravessa o seio cavernoso, um espaço venoso ao lado da hipófise, onde forma o chamado sifão carotídeo.

Em seguida perfura a dura-máter e chega ao espaço subaracnóideo, perto do nervo óptico. Termina dividindo-se nas artérias cerebrais anterior e média.

Para que serve

A carótida interna é a principal via de suprimento da parte anterior do encéfalo. Seus ramos terminais, as artérias cerebrais anterior e média, irrigam grande parte dos hemisférios cerebrais, e a artéria comunicante posterior a liga ao sistema vertebrobasilar, formando, com outros vasos, o círculo arterial do cérebro, que oferece rotas alternativas de fluxo.

A artéria oftálmica, um dos ramos, leva sangue ao olho, à retina e às estruturas da órbita, além de dar ramos à testa e ao nariz. Outros ramos, como a artéria coróidea anterior, irrigam regiões profundas do encéfalo.

Na prática clínica

  • O estreitamento da carótida interna perto da origem, por placas de aterosclerose, é uma das causas de acidente vascular cerebral isquêmico, pois fragmentos da placa podem se soltar e seguir para as artérias do cérebro.
  • A perda súbita e passageira da visão de um olho, chamada amaurose fugaz, pode estar ligada a êmbolos que passam pela artéria oftálmica e pode indicar necessidade de avaliação com Doppler e angiotomografia.
  • A dissecção da carótida interna, em que a parede se separa em camadas, é causa reconhecida de AVC em adultos mais jovens; aneurismas do trecho intracraniano também são investigados com angiorressonância e angiotomografia.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.