Seio cavernoso
Seio venoso par da base do crânio, ao lado do corpo do osso esfenoide e da hipófise. Contém a artéria carótida interna e o nervo abducente e recebe veias da órbita e do cérebro.

Onde fica
O seio cavernoso fica de cada lado da sela turca, a depressão do osso esfenoide onde está a hipófise, entre as lâminas da dura-máter. Não é um canal único, mas uma rede de espaços venosos, que se liga à do lado oposto por seios intercavernosos que passam à frente e atrás da hipófise.
Dentro do seio passam a parte cavernosa da artéria carótida interna, com um plexo de fibras simpáticas ao seu redor, e o nervo abducente. Na parede lateral, de cima para baixo, correm o nervo oculomotor, o troclear, a divisão oftálmica e, mais abaixo, a divisão maxilar do nervo trigêmeo.
Para que serve
O seio recebe sangue das veias oftálmicas superior e inferior, que drenam a órbita, da veia cerebral média superficial e do seio esfenoparietal. O escoamento se dá pelos seios petrosos, que o ligam ao sistema do seio sigmoide e à veia jugular interna, e por conexões com o plexo pterigóideo.
É também um ponto de passagem: a artéria carótida interna, que nutre o encéfalo e o olho, atravessa o seio, e a proximidade com os nervos dos movimentos oculares explica o quadro clínico de suas doenças.
Na prática clínica
- A trombose do seio cavernoso é uma complicação rara de infecções da face, dos seios paranasais ou dos dentes, e causa inchaço e dor ao redor do olho, olho saltado e dificuldade de movimentar o olhar.
- Uma fístula entre a carótida interna e o seio cavernoso pode causar vermelhidão e pulsação do olho, e aneurismas da parte cavernosa da carótida podem comprimir os nervos vizinhos.
- Tumores da hipófise que crescem para os lados podem invadir o seio, e a ressonância magnética mostra a relação entre eles, as carótidas e os nervos.
Estruturas relacionadas
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