Artérias umbilicais
Duas artérias do feto que partem das artérias ilíacas internas e seguem pelo cordão umbilical até a placenta. Levam o sangue pobre em oxigênio do feto para ser renovado na placenta.

Onde fica
Na vida fetal, as artérias umbilicais nascem das artérias ilíacas internas, correm de cada lado da bexiga urinária pela parede do abdome e saem do corpo pelo umbigo. No cordão umbilical, enrolam-se em torno da veia umbilical, imersas em uma geleia de tecido conjuntivo, e chegam à placenta, onde se ramificam.
Após o nascimento e a interrupção do fluxo, a parte distal de cada artéria se fecha e forma o ligamento umbilical medial, um cordão fibroso que levanta a prega umbilical medial na face interna da parede anterior do abdome. A parte proximal permanece pérvia e origina as artérias vesicais superiores, que irrigam a bexiga.
Para que serve
As artérias umbilicais conduzem sangue com baixo teor de oxigênio e com os produtos do metabolismo do feto até a placenta, onde ocorrem as trocas com o sangue materno. Depois, o sangue renovado retorna ao feto pela veia umbilical, que é única.
O sangue que circula nelas é impulsionado pelo coração fetal, e o fluxo depende da resistência dos vasos da placenta. A presença de duas artérias e de uma veia é o padrão do cordão umbilical, e ele é conferido em exames de ultrassonografia obstétrica.
Na prática clínica
- A ultrassonografia obstétrica verifica o número de vasos do cordão, e a artéria umbilical única é uma variação que costuma ser registrada no exame, com avaliação do restante do desenvolvimento do feto.
- O Doppler das artérias umbilicais é usado na gestação para estudar a resistência ao fluxo na placenta e acompanhar o crescimento do feto em algumas situações.
- Em recém-nascidos, os vasos do cordão podem ser usados para acesso em unidades neonatais, e o coto do cordão é examinado ao nascimento, com contagem dos vasos.
Estruturas relacionadas
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