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Doctor System Atlas

Polígono de Willis

Anel de artérias na base do cérebro que liga o sistema das carótidas ao sistema vertebrobasilar. Permite que o sangue de um lado ou de uma região compense a falta de fluxo em outra.

  • Inglês: Circle of Willis
  • Também chamado de: círculo arterial do cérebro, círculo de Willis
  • Sistema cardiovascular
Ilustração anatômica: Polígono de Willis (Circle of Willis)
Polígono de Willis. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O polígono de Willis fica na base do cérebro, no espaço subaracnóideo, em volta do quiasma óptico e da haste que liga o hipotálamo à hipófise. É um anel formado, de cada lado, pela parte final da carótida interna, pela primeira parte da cerebral anterior, pela artéria comunicante posterior e pela primeira parte da cerebral posterior.

Na frente, a artéria comunicante anterior une as duas cerebrais anteriores; atrás, a basilar se divide nas duas cerebrais posteriores. O nome vem do médico inglês Thomas Willis, que descreveu o arranjo no século XVII.

Para que serve

O anel conecta a circulação anterior, abastecida pelas carótidas internas, à posterior, abastecida pelas vertebrais e pela basilar, e conecta também os dois lados. Se uma das artérias que o alimentam estreita ou fecha, o sangue de outra pode atravessar as comunicantes e compensar o fluxo, ao menos em parte.

A capacidade de compensação depende do calibre das comunicantes, que varia muito: em boa parte das pessoas o anel é incompleto ou assimétrico, com um segmento fino ou ausente. Do círculo saem também pequenos ramos perfurantes que entram pela base do cérebro e nutrem o hipotálamo, o tálamo e os núcleos da base.

Na prática clínica

  • Aneurismas saculares são encontrados com mais frequência nas junções do círculo, como a da comunicante anterior e a da comunicante posterior com a carótida interna. A ruptura causa hemorragia subaracnóidea.
  • Angiotomografia, angiorressonância e angiografia mostram o anel e suas variações, que são comuns e, na maioria das vezes, não causam sintomas.
  • A eficiência dessa circulação colateral é um dos pontos estudados quando uma carótida ou uma vertebral está estreitada ou ocluída, e a resposta varia de pessoa para pessoa.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Artéria cerebral médiaSistema cardiovascular

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.