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Doctor System Atlas

Fibras de Purkinje

Rede de fibras especializadas sob o endocárdio dos ventrículos, onde terminam os ramos do feixe de His. Conduzem o impulso com rapidez e fazem as paredes ventriculares se contrair quase ao mesmo tempo.

Ilustração anatômica: Fibras de Purkinje (Purkinje Fibers)
Fibras de Purkinje. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As fibras de Purkinje formam uma rede subendocárdica nas paredes dos dois ventrículos e no septo interventricular, na continuação dos ramos direito e esquerdo do feixe de His. Algumas se afundam um pouco no miocárdio, e são mais abundantes perto dos músculos papilares e do ápice.

Ao microscópio, as células são maiores e mais claras que as do músculo vizinho, porque têm poucas miofibrilas e muito glicogênio, e se ligam por junções comunicantes abundantes nas extremidades. O nome é do anatomista tcheco Jan Evangelista Purkyně, que as descreveu em 1839.

Para que serve

A rede de Purkinje é a parte mais rápida do sistema de condução. Com células largas e muitas junções comunicantes, espalha o impulso pelos ventrículos em pouco tempo, e as paredes se contraem de forma quase simultânea. A ativação começa pelo septo e pelo ápice e avança em direção à base, o que empurra o sangue para as vias de saída, a aorta e o tronco pulmonar.

Se o feixe de His ou o nó atrioventricular falham, as fibras de Purkinje podem gerar um ritmo próprio, o ritmo de escape ventricular, bem mais lento que o do nó sinoatrial, que funciona como último recurso de segurança. Como esse ritmo nasce abaixo da divisão do feixe, os ventrículos não são ativados ao mesmo tempo e o QRS tende a ser largo.

Na prática clínica

  • Extrassístoles e taquicardias ventriculares podem se originar na rede de Purkinje, como nas taquicardias fasciculares, e em centros especializados o mapeamento eletrofisiológico ajuda a localizar a origem de algumas arritmias.
  • Depois de um infarto, fibras de Purkinje que sobrevivem na borda da área lesada podem estar envolvidas em arritmias ventriculares, achado estudado em exames eletrofisiológicos e em pesquisas sobre o mecanismo dessas arritmias.
  • No eletrocardiograma, o complexo QRS largo sugere que a ativação dos ventrículos não seguiu a rede de Purkinje, como nos bloqueios de ramo, nos ritmos que nascem no músculo ventricular e nos marca-passos que estimulam o ventrículo diretamente.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Nó atrioventricularSistema cardiovascular
Nó sinoatrialSistema cardiovascular

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.