Artéria esplênica
Maior ramo do tronco celíaco, que segue em trajeto sinuoso para a esquerda, ao longo da borda superior do pâncreas, até o hilo do baço. Irriga o baço, parte do pâncreas e parte do estômago.

Onde fica
A artéria esplênica sai do tronco celíaco e segue para a esquerda, atrás do estômago, ao longo da borda superior do pâncreas, no espaço retroperitoneal. Seu trajeto é tortuoso, com voltas que ficam mais evidentes com a idade, e a veia esplênica a acompanha, em posição mais baixa e posterior.
Perto da cauda do pâncreas, a artéria entra no ligamento esplenorrenal, a prega de peritônio que liga o baço ao rim esquerdo, e chega ao hilo do baço, onde se divide em ramos terminais que penetram o órgão.
Para que serve
Ao longo do trajeto, a esplênica emite ramos pancreáticos para o corpo e a cauda do pâncreas. Perto do baço, origina as artérias gástricas curtas, que seguem para o fundo do estômago, e a artéria gastro-omental esquerda, que corre ao longo da curvatura maior do estômago.
No hilo do baço, os ramos terminais se dividem em vasos que entram no órgão e nutrem a polpa branca e a polpa vermelha, onde o sangue é filtrado e as células sanguíneas velhas são removidas.
Na prática clínica
- O aneurisma da artéria esplênica é o mais comum entre os aneurismas das artérias viscerais do abdome. Em geral não causa sintomas, é descoberto em exames de imagem e é acompanhado conforme o tamanho.
- Em esplenectomias e em cirurgias do pâncreas, a artéria é uma referência importante, e a pancreatite pode lesar suas paredes e formar pseudoaneurismas.
- A oclusão de ramos esplênicos por êmbolos pode causar infarto do baço, com dor no alto do abdome à esquerda, e aparece na tomografia como áreas sem captação do contraste.
Estruturas relacionadas
Nesta região








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