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Doctor System Atlas

Cardiomiócito

Célula do músculo cardíaco, rica em sarcômeros e mitocôndrias, que se contrai de modo rítmico e involuntário. Une-se às vizinhas por discos intercalares, de modo que o miocárdio funciona como um conjunto.

  • Inglês: Myocytes, Cardiac
  • Também chamado de: célula muscular cardíaca, miócito cardíaco
  • Sistema cardiovascular
Ilustração anatômica: Cardiomiócito (Myocytes, Cardiac)
Cardiomiócito. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os cardiomiócitos formam a parede muscular das câmaras do coração e também revestem trechos curtos das veias pulmonares e das cavas junto ao coração. Cada célula é um cilindro curto, de dezenas de micrômetros de comprimento, com extremidades ramificadas, o que cria uma rede tridimensional de células.

No interior, as miofibrilas ocupam grande parte do volume e mostram as faixas transversais típicas, resultado da repetição dos sarcômeros. Entre elas ficam muitas mitocôndrias. Os túbulos T, invaginações da membrana, entram na célula no nível das linhas Z, perto do retículo sarcoplasmático, em arranjos chamados díades. Nas extremidades, os discos intercalares reúnem desmossomos e junções comunicantes.

Para que serve

O cardiomiócito converte um sinal elétrico em força. Quando o potencial de ação chega, entra cálcio pelos túbulos T, o que dispara a liberação de mais cálcio pelo retículo sarcoplasmático; o cálcio se liga à troponina, e os filamentos de actina e miosina deslizam, encurtando o sarcômero. Depois o cálcio é recolhido e a célula relaxa. A força depende em parte do cálcio disponível e do estiramento da célula antes da contração.

Pelas junções comunicantes dos discos intercalares, o impulso passa de uma célula a outra, e o músculo se contrai como unidade. A célula depende de energia contínua, obtida sobretudo da oxidação de ácidos graxos e, em menor grau, de glicose e lactato, e retira do sangue coronário uma parte alta do oxigênio que lhe chega.

Na prática clínica

  • Quando os cardiomiócitos morrem por falta de oxigênio, como no infarto, liberam proteínas internas, e a troponina no sangue serve de marcador dessa lesão. O adulto repõe poucas dessas células, e a área lesada tende a ser ocupada por cicatriz.
  • Diante de sobrecarga prolongada, como a pressão alta, os cardiomiócitos aumentam de tamanho, e não de número, e a hipertrofia aparece como espessamento da parede no ecocardiograma. Mutações em genes de proteínas do sarcômero estão na origem de cardiomiopatias hereditárias.
  • Infecções virais, o excesso de álcool e alguns tratamentos contra o câncer podem lesar cardiomiócitos, e por isso a função do coração é acompanhada por ecocardiograma em certas situações.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.