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Doctor System Atlas

Vasa nervorum

Rede de pequenos vasos que irriga os nervos periféricos. Corre entre as camadas conjuntivas do nervo e mantém o suprimento de oxigênio e nutrientes às fibras nervosas.

Ilustração anatômica: Vasa nervorum (Vasa Nervorum)
Vasa nervorum. Rótulos em inglês. Imagem: Xin-peng Dun , David B. Parkinson, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os vasa nervorum chegam ao nervo por ramos das artérias vizinhas e entram em vários pontos ao longo do trajeto. No epineuro, camada conjuntiva mais externa, formam vasos de maior calibre. Atravessam o perineuro, que envolve cada fascículo, e chegam ao endoneuro, onde há capilares entre as fibras nervosas.

Dentro do nervo, os vasos se ligam por anastomoses e formam redes que correm no sentido longitudinal, o que mantém o fluxo mesmo se um ramo de entrada for interrompido. Por isso o nervo tolera ser mobilizado em cirurgias em alguns segmentos, mas tem regiões mais vulneráveis, em geral as mais distantes dos pontos de entrada.

Para que serve

O axônio gasta energia continuamente para transportar substâncias e restaurar o equilíbrio de íons depois de cada impulso. Os vasa nervorum fornecem o oxigênio e a glicose de que as fibras e as células de Schwann dependem e retiram os resíduos do metabolismo.

Os capilares do endoneuro têm junções firmes entre as células, o que contribui para a barreira hematonervosa e controla o ambiente em torno das fibras. A rede anastomótica protege o nervo da falta de sangue quando ele é esticado, comprimido ou flexionado, como ocorre nos movimentos articulares.

Na prática clínica

  • Na neuropatia diabética, alterações dos vasa nervorum, ao lado de outros fatores metabólicos, estão entre os mecanismos propostos para a lesão das fibras, e o comprometimento costuma começar pelos pés.
  • Vasculites podem atingir os vasos dos nervos e causar dor e perda de função em um ou mais nervos, quadro descrito como neuropatia vasculítica.
  • Compressões prolongadas, como nas síndromes de encarceramento, reduzem o fluxo e podem agravar a lesão do nervo, e esse mecanismo é usado para explicar a isquemia nervosa.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.