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Nervo periférico

Um nervo periférico é um cordão formado por feixes de axônios, envolvidos por tecido conjuntivo, que liga o sistema nervoso central a músculos, pele, articulações e órgãos. Pode conduzir fibras sensitivas, motoras e autonômicas.

Ilustração anatômica: Nervo periférico (Peripheral Nerves)
Nervo periférico. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os nervos periféricos se distribuem por todo o corpo, em geral acompanhando vasos sanguíneos e músculos em planos profundos, e saem do encéfalo, os nervos cranianos, ou da medula espinal, os nervos espinhais. Em corte, o nervo lembra um cabo elétrico: cada axônio é envolvido por uma delicada camada de tecido conjuntivo, o endoneuro; grupos de axônios formam fascículos, revestidos pelo perineuro, que funciona como barreira de proteção; e o conjunto dos fascículos é reunido pelo epineuro, uma cobertura mais resistente. Pequenos vasos que nutrem o nervo correm entre essas camadas. Muitos axônios são envolvidos por mielina, produzida pelas células de Schwann, que deixa interrupções regulares, os nós de Ranvier.

Para que serve

O nervo periférico é o cabo de transmissão do corpo. As fibras sensitivas levam informações dos receptores para o sistema central, as motoras levam ordens aos músculos e as autonômicas controlam glândulas, vasos e vísceras. A velocidade de condução depende do calibre do axônio e da mielina: fibras grossas e mielinizadas, ligadas ao tato, à posição das articulações e ao movimento, são rápidas, e as finas, ligadas à dor e à temperatura, são mais lentas, sobretudo as sem mielina.

Após uma lesão, a parte do axônio distante do ponto lesado degenera, e o nervo pode se regenerar a partir do coto proximal, em ritmo lento, na ordem de milímetros por dia, desde que o tubo de tecido conjuntivo continue guiando o crescimento.

Na prática clínica

  • As lesões de nervo são classificadas, em graus crescentes de gravidade, em neuropraxia (bloqueio temporário da condução), axonotmese (ruptura do axônio com a bainha preservada) e neurotmese (secção completa do nervo), o que influencia a recuperação esperada.
  • As compressões, como a síndrome do túnel do carpo, ocorrem onde o nervo passa por espaços estreitos ou superficiais e causam formigamento, dormência ou fraqueza no território do nervo comprimido.
  • A eletroneuromiografia, que mede a velocidade e a resposta elétrica, e a ultrassonografia de nervos são usadas para localizar e caracterizar lesões.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Nervos cranianosParte de Nervo periférico
Nervos espinhaisParte de Nervo periférico

Nesta região

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.