Anel fibroso
O anel fibroso é a parte externa do disco intervertebral, formada por lâminas concêntricas de colágeno. Envolve o núcleo pulposo e prende o disco ao contorno das vértebras vizinhas, mantendo-o no lugar.

Onde fica
O anel fibroso forma a periferia de cada disco, como uma parede circular que cerca o núcleo pulposo. Em um corte horizontal, lembra os anéis de uma cebola: é feito de muitas lâminas concêntricas, em que as fibras de colágeno correm em diagonal e invertem a inclinação de uma lâmina para a seguinte, formando um trançado cruzado.
As lâminas externas são ricas em colágeno do tipo I e se fixam firmemente à borda dos corpos vertebrais, enquanto as internas, com mais colágeno do tipo II, se misturam ao núcleo sem um limite nítido. Atrás, o anel costuma ser mais fino; na frente e atrás, é reforçado pelos ligamentos longitudinais da coluna.
Para que serve
O anel fibroso contém o núcleo pulposo e controla suas deformações. Quando o disco é comprimido, o núcleo tende a se expandir para os lados e as fibras do anel ficam tensas, como o aro de um pneu cheio. A disposição cruzada das lâminas também o faz resistir a torções, inclinações e deslizamentos de uma vértebra sobre a outra.
Além de conter, o anel ancora o disco aos corpos vertebrais e transmite carga entre eles. Somente suas camadas mais externas recebem pequenos vasos e terminações nervosas; as internas dependem de nutrientes que chegam por difusão a partir das placas terminais e dos tecidos ao redor, o que se relaciona à cicatrização lenta das lesões dessa estrutura.
Na prática clínica
- Fissuras e rupturas das lâminas podem surgir com o desgaste ou após esforços e aparecem na ressonância magnética, às vezes como uma pequena área brilhante na parte posterior do disco. Muitas fissuras não causam sintomas.
- Laudos de ressonância usam termos como abaulamento, protrusão e extrusão para descrever o quanto o disco ultrapassa seus limites; na extrusão, o conteúdo do núcleo atravessa as fibras do anel e pode alcançar o canal vertebral.
- As camadas externas do anel têm terminações nervosas e são consideradas uma possível fonte de dor lombar de origem discal, mesmo sem compressão de raiz nervosa.
Estruturas relacionadas
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