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Doctor System Atlas

Fossa infratemporal

A fossa infratemporal é o espaço profundo da face, abaixo da base do crânio, atrás da maxila e por dentro do ramo da mandíbula. Contém músculos da mastigação, vasos e ramos do nervo mandibular.

Ilustração anatômica: Fossa infratemporal (Infratemporal Fossa)
Fossa infratemporal. Rótulos em inglês. Imagem: ALEISF, a partir de Henry Gray, Anatomy of the Human Body (1918), Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Fica abaixo do arco zigomático e da fossa temporal, por dentro do ramo da mandíbula, que forma sua parede lateral. A parede anterior é a face posterior da maxila; a medial, a lâmina lateral do processo pterigoide, do esfenoide; e o teto, a face inferior da asa maior do esfenoide, já na base do crânio. Não tem parede posterior bem delimitada.

É mais um compartimento do que uma depressão óssea. Comunica-se com a fossa temporal, pelo espaço sob o arco zigomático, com a fossa pterigopalatina, pela fissura pterigomaxilar, e com a órbita, pela fissura orbital inferior. No teto, abrem-se os forames oval e espinhoso, que a ligam à fossa média do crânio.

Para que serve

Na fossa infratemporal ficam os músculos pterigóideos medial e lateral, que movem a mandíbula, a parte inferior do músculo temporal, o plexo venoso pterigóideo e a artéria maxilar, que fornece ramos para os dentes, os músculos da mastigação, a dura-máter e as estruturas profundas da face.

O nervo mandibular, ramo do trigêmeo, chega a ela pelo forame oval e se divide em ramos motores, para os músculos da mastigação, e sensitivos. Entre estes, estão o nervo alveolar inferior, que entra no canal da mandíbula e leva sensibilidade aos dentes inferiores e ao queixo, o nervo lingual, para a língua, e o nervo bucal, para a bochecha. A corda do tímpano, ramo do nervo facial, junta-se ao lingual e leva o paladar da parte anterior da língua.

Na prática clínica

  • O bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior, comum na odontologia, é realizado na região da fossa infratemporal, junto à face interna do ramo da mandíbula, onde o nervo entra no canal ósseo.
  • Infecções de origem dentária, em especial de molares, podem se espalhar para os espaços profundos da face, incluindo essa fossa, com dor, inchaço e dificuldade para abrir a boca (trismo); a tomografia com contraste ajuda a mapear a extensão.
  • Tumores da nasofaringe e da maxila podem se estender para a fossa, e a abordagem infratemporal é um dos acessos descritos na cirurgia da base do crânio.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Base do crânioEstrutura maior
Fossa anterior do crânioSistema esquelético
Fossa média do crânioSistema esquelético
Fossa posterior do crânioSistema esquelético
Espaço parafaríngeoSistema esquelético

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.