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Doctor System Atlas

Atlas

O atlas é a primeira vértebra cervical (C1), um anel ósseo sem corpo que sustenta o crânio. O nome vem do titã da mitologia grega que carregava o céu nos ombros.

Ilustração anatômica: Atlas (Cervical Atlas)
Atlas. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Fica no topo da coluna, entre o osso occipital e o áxis. Em vez de corpo, tem um arco anterior e um arco posterior, unidos de cada lado por uma massa lateral. O arco anterior tem, na face de trás, uma pequena faceta, a fóvea do dente, que recebe o processo odontoide do áxis; o posterior tem, no meio, apenas um tubérculo, pois não há processo espinhoso, o que deixa espaço para os movimentos da cabeça.

Cada massa lateral tem uma face articular superior, côncava, onde se apoia um côndilo do occipital, e uma face inferior, mais plana, que repousa sobre o áxis. Os processos transversos são longos e largos e podem ser sentidos entre o ângulo da mandíbula e o processo mastoide. Sobre o arco posterior corre um sulco, onde se apoia a artéria vertebral antes de entrar no crânio.

Para que serve

O atlas funciona como uma plataforma que suporta o crânio e o conecta ao pescoço. O peso da cabeça passa dos côndilos do occipital às faces articulares superiores e, daí, às inferiores, que o transferem ao áxis; como não há corpo nem disco, essa transmissão é feita pelas massas laterais.

O ligamento transverso do atlas divide o anel em dois compartimentos: o da frente aloja o dente do áxis, e o de trás, a medula espinal e suas membranas, com espaço mais amplo do que nas vértebras seguintes. Os forames transversários dão passagem às artérias vertebrais, e músculos como o levantador da escápula e os oblíquos superior e inferior da cabeça se prendem aos processos transversos e participam dos movimentos do pescoço e da cabeça.

Na prática clínica

  • A fratura de Jefferson é a quebra do anel do atlas, em geral em mais de um ponto, causada por carga axial sobre a cabeça, como em mergulhos em águas rasas ou quedas; a tomografia mostra os traços, e a integridade do ligamento transverso é avaliada por ressonância.
  • Variações como o arco posterior incompleto, a assimilação do atlas ao occipital e a ponte óssea sobre a artéria vertebral (ponticulus posticus) são achados de imagem conhecidos; em geral não causam sintomas, mas importam no planejamento de cirurgias da região.
  • A artéria vertebral, ao contornar o atlas, é vulnerável em traumas cervicais, e dissecções dessa artéria são uma causa conhecida de acidente vascular cerebral em adultos jovens; a angiotomografia e a angiorressonância estudam esse trajeto.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.