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Osso esponjoso

O osso esponjoso, ou trabecular, é a parte do osso formada por uma rede de finas lâminas e traves, as trabéculas, com espaços preenchidos por medula. Fica no interior dos ossos e é leve, porém resistente à compressão.

  • Inglês: Cancellous Bone
  • Também chamado de: osso trabecular, substância esponjosa
  • Sistema esquelético
Ilustração anatômica: Osso esponjoso (Cancellous Bone)
Osso esponjoso. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Fica no interior dos ossos, sob o osso cortical. Está nas epífises e metáfises dos ossos longos, nos corpos das vértebras, nos ossos curtos do carpo e do tarso, no esterno, nas costelas e na pelve; nos ossos planos do crânio, forma o díploe, camada entre duas lâminas de osso compacto. No meio dos ossos longos, na diáfise, é pouco abundante, e dá lugar ao canal medular.

É uma estrutura tridimensional, em favo, de trabéculas finas, orientadas conforme as linhas de força que passam pelo osso, e de espaços intercomunicantes, ocupados pela medula óssea, vermelha ou amarela, e por vasos sanguíneos. Corresponde a cerca de um quinto da massa do esqueleto, mas tem superfície muito grande, porque cada trabécula é recoberta por células que a renovam.

Para que serve

A arquitetura em favo dá ao osso esponjoso grande resistência com pouco peso. As trabéculas se alinham às direções de força: na cabeça e no colo do fêmur, por exemplo, formam arcos que conduzem a carga do quadril para a diáfise; nas vértebras, formam colunas verticais e travessas horizontais que sustentam o peso do tronco. Nas extremidades dos ossos, espalha a força que chega às articulações e amortece impactos, protegendo a cartilagem.

É também mais ativo, metabolicamente, do que o osso cortical: a grande superfície, em contato com a medula e com os vasos, faz com que seja renovado em ritmo mais rápido e responda antes a mudanças de carga, de hormônios e de cálcio. Seus espaços abrigam a medula óssea, e é dali que vêm as células do sangue.

Na prática clínica

  • Na osteoporose, a perda de osso costuma aparecer primeiro onde há muito osso esponjoso: nas vértebras, no fêmur proximal e no punho, locais típicos de fraturas por fragilidade; na densitometria, a coluna lombar reflete bem essas mudanças.
  • Fraturas por compressão afundam o osso esponjoso, como nas vértebras e no platô da tíbia, e a redução da altura do corpo vertebral é visível nas radiografias; áreas de edema da medula na ressonância sinalizam sobrecarga ou lesão recente.
  • O osso esponjoso é fonte comum de enxerto ósseo, retirado de locais como a crista ilíaca, por conter células formadoras de osso e uma estrutura que se integra bem; a crista ilíaca também é local habitual da biópsia de medula óssea.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Ossos do membro inferiorSistema esquelético
Ossos do membro superiorSistema esquelético
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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.