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Doctor System Atlas

Cápsula articular

A cápsula articular é o envoltório fibroso que fecha as articulações sinoviais e prende um osso ao outro. Tem uma camada externa fibrosa, resistente, e uma interna, a membrana sinovial, que produz o líquido da articulação.

Ilustração anatômica: Cápsula articular (Joint Capsule)
Cápsula articular. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Envolve as articulações sinoviais como uma manga que parte da borda das superfícies articulares de um osso, em geral perto do limite da cartilagem, e chega ao osso vizinho. Fica fora da cavidade da articulação e a delimita, formando um espaço fechado. Sua espessura e sua folga variam: é espessa e justa no quadril, fina e ampla no ombro e na frente do joelho, e bem frouxa na parte inferior do ombro, em uma dobra, o recesso axilar, que se desdobra quando o braço sobe.

A camada fibrosa externa é de colágeno denso e continua com o periósteo; em alguns pontos, espessa-se em faixas que se tornam ligamentos capsulares, como os do quadril, ou é reforçada por tendões que passam sobre ela, como no manguito rotador.

Para que serve

A cápsula mantém as superfícies ósseas juntas, fecha o espaço onde circula o líquido e dá estabilidade passiva. Suas fibras limitam os movimentos nos extremos e, nas faixas espessadas, os ligamentos capsulares guiam a articulação por trajetos específicos. A tensão varia com a posição: certas partes ficam esticadas e outras frouxas conforme o ângulo, e há uma posição em que a cápsula comporta mais volume.

É também um órgão de sensibilidade. Receptores de estiramento, de posição e de dor, nas camadas fibrosas e nos ligamentos, informam o sistema nervoso sobre a posição e o movimento da articulação e ajudam a ajustar a contração muscular. Os nervos que suprem uma articulação costumam ser ramos dos que inervam os músculos que a movem e a pele que a cobre, o que é descrito como lei de Hilton.

Na prática clínica

  • Na capsulite adesiva, ou ombro congelado, a cápsula do ombro se espessa e se retrai, com dor e perda progressiva da amplitude de movimento em várias direções; é um diagnóstico clínico, e a imagem serve em parte para excluir outras causas.
  • Cápsulas frouxas ou rompidas por entorses e luxações favorecem a instabilidade e as luxações repetidas, como no ombro e na patela; a ressonância, com ou sem contraste dentro da articulação, mostra a cápsula e seus recessos.
  • O derrame ou a inflamação aumenta a pressão dentro da cápsula, o que provoca dor e inchaço visível; a posição em que a articulação comporta mais líquido, em geral a de leve flexão, tende a ser adotada de modo instintivo.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Membrana sinovialParte de Cápsula articular

Nesta região

Articulação atlantoaxialSistema esquelético
Articulação atlantoccipitalSistema esquelético
Bursa sinovialSistema esquelético
Articulação do cotoveloSistema esquelético
Articulações do péSistema esquelético
Articulações da mãoSistema esquelético
Sínfise púbicaSistema esquelético

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.