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Articulação subtalar

A articulação subtalar é a junção entre o tálus e o calcâneo, logo abaixo do tornozelo. É responsável pela maior parte da inversão e da eversão do pé, que o adaptam a terrenos inclinados.

Ilustração anatômica: Articulação subtalar (Subtalar Joint)
Articulação subtalar. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Fica abaixo do tálus e acima do calcâneo, no retropé, imediatamente abaixo do tornozelo. Em sentido estrito, é a articulação posterior entre os dois ossos: a face articular posterior do calcâneo, convexa, encontra a face correspondente da face inferior do tálus, côncava, e ambas ficam em uma cápsula própria, com cavidade sinovial independente. Mais à frente, as faces anterior e média do calcâneo se encontram com o tálus na articulação talocalcaneonavicular, que tem outra cavidade.

Entre as duas, um espaço em forma de túnel, o seio do tarso, abre-se na face lateral do pé, na frente do maléolo lateral, e abriga o ligamento talocalcâneo interósseo, forte e importante para a estabilidade, e o ligamento cervical, além de gordura, vasos e terminações nervosas. Os ligamentos talocalcâneos medial, lateral e posterior reforçam a articulação, e o calcaneofibular, do tornozelo, também a cruza.

Para que serve

A articulação subtalar gira o calcâneo, e com ele todo o pé, em torno de um eixo oblíquo que sobe de trás para a frente e de fora para dentro. Esse movimento, combinado ao da articulação transversa do tarso, produz a inversão e a eversão, que o tornozelo, cujo movimento é só de dobradiça, não faz sozinho.

Ao andar, o calcâneo gira para fora (eversão) logo após o contato do calcanhar, o que ajuda a amortecer o impacto e a soltar o pé, e gira de volta para dentro na impulsão, quando o pé fica mais rígido. O movimento da subtalar se acopla a pequenas rotações da perna: a eversão do calcâneo acompanha a rotação medial da tíbia, e a inversão, a lateral. Os tendões fibulares e o do tibial posterior ajudam a controlá-lo.

Na prática clínica

  • A síndrome do seio do tarso, com dor e sensação de instabilidade na região lateral do retropé, na frente do maléolo, costuma surgir após entorses de tornozelo; a ressonância mostra o seio e seus ligamentos, onde pode haver inflamação ou lesão.
  • Fraturas do calcâneo, comuns em quedas de altura, frequentemente atingem a faceta posterior da subtalar; a perda do ângulo de Böhler, medido na radiografia lateral, é um sinal descrito de achatamento do osso, e a tomografia detalha os fragmentos e a superfície articular.
  • A artrose subtalar, que pode ser pós-traumática ou associada a doenças inflamatórias, causa dor ao caminhar em terreno irregular; a lesão dos ligamentos da articulação, a instabilidade subtalar, é uma das causas descritas de entorses repetidas do tornozelo.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.