Cartilagem elástica
A cartilagem elástica é um tipo de cartilagem rico em fibras elásticas, mais flexível que a hialina e de cor amarelada. Forma estruturas que se dobram e voltam à forma, como a epiglote e o esqueleto da orelha externa.

Onde fica
É encontrada em poucos locais do corpo: no pavilhão auricular, em parte do meato acústico externo, na tuba auditiva, na epiglote e em pequenas cartilagens da laringe, como as corniculadas e cuneiformes. Em todos eles ela está associada a estruturas que precisam de formato definido, mas não rígido.
Ao microscópio, as células, chamadas condrócitos, ficam em lacunas dentro de uma matriz que contém colágeno do tipo II e uma rede densa de fibras elásticas. A superfície é envolvida por pericôndrio, uma camada de tecido conjuntivo que a nutre.
Para que serve
A cartilagem elástica dá sustentação e ao mesmo tempo permite deformação reversível. Na epiglote, ela se inclina durante a deglutição e retorna à posição de repouso. No pavilhão auricular, mantém o contorno da orelha, que se dobra sem quebrar e recupera a forma.
Por ter pericôndrio e ser avascular, depende da difusão de nutrientes a partir dos tecidos vizinhos. Ao contrário da cartilagem hialina, tende a calcificar pouco com a idade, o que ajuda a explicar a preservação de sua flexibilidade nesses locais.
Na prática clínica
- Traumas na orelha podem formar hematoma entre o pericôndrio e a cartilagem, comprometendo seu suprimento de nutrientes e, em alguns casos, deformando o pavilhão, o que se chama de orelha em couve-flor.
- A cartilagem do pavilhão auricular é considerada em cirurgias da orelha, de fins reconstrutivos ou estéticos, em que seu formato e sua flexibilidade são relevantes.
- A policondrite recidivante é uma doença inflamatória rara que pode atingir cartilagens da orelha, do nariz e das vias aéreas.
Estruturas relacionadas
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