Articulação zigapofisária
A articulação zigapofisária, ou facetária, é a pequena articulação sinovial entre os processos articulares de vértebras vizinhas. Fica de cada lado da coluna e orienta os movimentos de cada região.

Onde fica
Existem duas em cada nível da coluna, uma à direita e outra à esquerda, atrás dos corpos vertebrais, onde o processo articular inferior de uma vértebra encontra o superior da vértebra de baixo. São articulações sinoviais planas, com superfícies cobertas de cartilagem hialina, cápsula fina e uma pequena cavidade. Não existem entre as vértebras do sacro, que são fundidas.
A inclinação das superfícies muda ao longo da coluna. No pescoço, elas são oblíquas, voltadas para cima e para trás; no tórax, ficam em um plano mais frontal; na região lombar, voltam-se para dentro e para trás, em um plano mais sagital, como se se encaixassem uma na outra.
Para que serve
As articulações zigapofisárias guiam o movimento entre as vértebras e limitam o que cada região da coluna pode fazer. No pescoço, a inclinação das faces permite flexão, extensão, inclinação e rotação combinadas. No tórax, a orientação frontal facilita a rotação e a inclinação lateral e limita a flexão, e a caixa torácica restringe ainda mais o movimento. Na região lombar, o plano mais sagital favorece a flexão e a extensão e restringe a rotação, o que protege os discos de torções excessivas.
Elas também dividem a carga com o disco: sustentam uma parte da força de compressão, que aumenta na extensão, e resistem ao deslizamento da vértebra para a frente sobre a de baixo. Cada uma é inervada por ramos mediais dos ramos posteriores dos nervos espinhais, que a alcançam a partir de dois níveis vizinhos.
Na prática clínica
- A artrose facetária, com desgaste da cartilagem e crescimento de osteófitos, é achado comum com o envelhecimento e pode ser fonte de dor na região lombar ou cervical, que costuma piorar na extensão; em exames de imagem, é frequente também em pessoas sem dor.
- A espondilolistese degenerativa, deslizamento de uma vértebra sobre a outra, está ligada ao desgaste e à frouxidão das articulações facetárias, em geral no nível L4-L5; a radiografia dinâmica e a ressonância mostram o deslocamento e o estreitamento do canal.
- Em traumas cervicais por flexão e distração, uma faceta pode escorregar e travar à frente da outra, a luxação facetária, que pode comprimir a medula espinal ou raízes nervosas; a tomografia mostra o deslocamento.
Estruturas relacionadas
- Coluna vertebral
- Vértebras cervicais
- Vértebras lombares
- Vértebras torácicas
- Disco intervertebral
- Canal vertebral
Nesta região








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